terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A CURIOSIDADE MATOU O GATO

"Vale a pena arriscarmos nossa segurança somente para satisfazer uma curiosidade?
Isso pode não ser uma boa idéia, principalmente quando se trata de algo sobrenatural!"



O que vou contar aqui aconteceu comigo quando eu arrumei um emprego no ano de 2002 em um shopping de São Paulo (por motivos óbvios não vou falar qual).

Eu estava trabalhando na administração do shopping, que fica na cobertura.
Todo dia na hora de ir embora (sempre depois das 22:00') todos os funcionários estavam cansados e todos queriam tomar o elevador até o piso térreo ou a garagem e com isso o elevador sempre ficava lotado.
As vezes dava quatro viagens até todo mundo conseguir descer.
Eu como sempre tive pressa, nunca esperava o elevador chegar e descia pela escadaria, mas ninguém nunca vinha comigo.
Eu sempre era o único nas escadas na hora de ir embora.
Eu não achava estranho, então nunca perguntei nada e ninguém nunca me falou nada.
Eu só achava que estavam todos cansados demais para descer as escadas.
Bom, já fazia três meses que eu estava lá e sempre na hora de ir embora, lá ia eu pelas escadas.
Num certo dia eu estou descendo e escuto passos vindo lá de cima.
Então eu pensei "finalmente alguém mais viu que as escadas são mais rápidas que os elevadores", e não pensei nada de mais sobre aquilo.
E assim a vida continuou. Nos outros dias, eu continuei descendo as escadas e as vezes os passos apareciam.
Nunca vi quem era, e nunca tinha uma hora ou dia certo, o que me fazia pensar que era alguma outra pessoa.
Até que um dia eu notei que depois que eu sai das escadas e bati a porta de metal (era uma dessas portas de metal contra incêndio que sempre batem quando a gente passa por elas, fazendo um grande estrondo) ninguém saiu depois.
Eu continuei andando devagar, na curiosidade de ver quem era que descia as escadas, só que ninguém saiu.
Eu fui andando por toda a extensão do corredor e nada, e olha que era um corredor bem grande. Ninguém saiu.
E se fosse alguém que estava indo para a garagem, teria que sair da escadaria que vinha lá de cima e entrar na escadaria que ia para a garagem, porque elas eram separadas.
Aquilo me deixou curioso. Nos dias seguintes eu descia as escadas esperando os passos aparecerem para ver quem era e nada, nenhum barulho a não ser os meus próprios passos.
Depois de duas semanas eu finalmente ouvi os passos na escadaria e resolvi ir mais devagar para ver quem era, só que no que eu diminuía o meu passo, o outro passo (o misterioso) começou a ir mais rápido e de repente começou a correr.
No que eu ouvi o barulho do outro passo correndo, eu disparei escadaria a baixo.
No que eu cheguei no piso térreo em frente à porta de saída o som do outro passo estava vindo do lance de cima, logo depois que a escada virava.
Eu abri a porta e me joguei lá pra fora e sai correndo.
No meu desespero nem vi o homem da limpeza. Passei por cima dele e nós dois fomos pro chão.
Eu olhei para a porta fechada esperando ela se escancarar e sair alguma coisa de lá de dentro, mas nada saiu, a porta continuou fechada.
O homem da limpeza era um senhor com uma idade já avançada, com os seus quase 70 anos, e era um dos funcionários mais antigos do shopping.
Depois que eu sai de cima dele e o ajudei a levantar ele viu como eu estava ofegante e com os olhos arregalados olhando para a porta.
E nada nem ninguém saia por ela. Ele pegou no meu ombro e falou: "Filho as escadas não são um bom lugar para você ficar brincando".
Então eu falei que só estava indo embora e estava com pressa, por isso tinha descido correndo.
Ele olhou no meu olho e falou: "A escadaria não é um bom lugar para você, e você não deve brincar nela".
Eu perguntei porque as escadas não eram um bom lugar pra mim e ele simplesmente me olhou, soltou uma risadinha feito essas de pai de santo de televisão e falou "he he he he. Elas não são lugar para você, meu filho. Você só precisa saber disso.
Agora vai pra casa. he he he". e ele continuou com a vassoura dele pelo corredor.
Eu achei aquilo meio estranho e fui para casa. No dia seguinte eu estava com a coragem renovada e a curiosidade era maior que o medo.
O dia todo sempre que eu tinha que descer ou subir, ia pelas escadas, só que agora elas estavam com gente subindo e descendo também.
Na hora de ir embora tinha aquela multidão em frente do elevador.
Eu olhei para a escada e lá estava ela, me esperando, vazia, fria, silenciosa.
Então eu abri a porta coloquei a cabeça lá dentro, dei uma olhada, e nada. nenhum barulho.
E lá fui eu descendo num passo normal, nem devagar e nem rápido, com o coração batendo rápido, a boca seca, o ouvido atento a qualquer barulho. Mas eu desci a escada inteira e nada. Nenhum barulho. No dia seguinte a mesma coisa. E assim foi por mais uns dias.
Depois de quase um mês do ocorrido, já tinha esquecido de tudo, já descia as escadas como se nada tivesse acontecido.
Até que um dia lá estava eu descendo a escadaria relaxado desatento e de repente "tof".
No que eu ouvi o barulho meu coração disparou, minha boca secou, e um comichão correu pelo meu corpo inteiro.
Depois veio outro "tof". Era o mesmo barulho. Parte de mim falou "CORRE DESGRAÇADO! CORRE FEITO VOCÊ NUNCA CORREU NA VIDA!!! CORRE!!!" mas a curiosidade foi maior.
A única coisa que eu consegui fazer foi me agarrar no corrimão para não sair correndo.
E os outros passos começaram a ficar mais rápidos.
No que eles chegaram no lance de cima do que eu estava, do outro lado da parede, o meu coração foi parar na boca.
Meu corpo inteiro gelou, não sabia se era o ambiente que estava gelado ou se era só o meu corpo, mas parecia que eu estava num cubo de gelo.

A minha respiração parou, e tudo isso só de ouvir o barulho no lance de cima.
Eu pensei "é agora, seja o que for vai aparecer agora" e no que o barulho chegou na esquina, tudo apagou.
Só me lembro de ter ficado tudo escuro e um silêncio mortal.
Eu não via nada, não ouvia nada e o pior é que não sentia nada. Parecia que eu estava dormindo.
Mas a minha cabeça estava acordada e eu estava começando a entrar em pânico.
Depois de um tempo, eu comecei a sentir o tato de novo, as minhas costas estavam frias, e a minha cabeça doía atrás.
Um brilho começou a aparecer bem devagar, só que não era centralizado, parecia vir de todo lugar.
Foi quando eu notei o que estava acontecendo. Eu estava deitado na frente da porta, do lado de fora da escada.
O frio nas costas era do chão de mármore, a luz no olho era a luz ambiente que o meu olho estava começando a captar de novo, aos poucos.
Quando eu consegui, me levantei meio zonzo e sentei num banco que tinha perto.
A dor atrás da cabeça era tão forte, parecia que alguém tinha simplesmente me jogado lá, e quando eu caí atingi o chão com a cabeça.
Como eu tinha parado lá eu não tinha idéia, só sei que eu estava no segundo andar quando tudo aconteceu.
Olhei no relógio e não fazia nem 5 minutos que eu tinha saído do escritório (pra mim pareceu quase uma hora o tempo que eu fiquei apagado).
Basta dizer que eu nunca mais desci a escada na hora de ir embora.
Um dia eu encontrei o homem da limpeza e ele falou pra mim num tom meio sarcástico: "Eu falei que a escada não era lugar pra você! he he he".
Outra coisa estranha foi que eu nunca falei pra ninguém o que tinha acontecido lá, mas ele sabia.
Quando eu comecei a tomar o elevador, o pessoal do escritório olhava pra mim com uma cara de "finalmente tomou juízo".
Mas eu nunca falei disso com ninguém de lá e ninguém nunca me falou nada sobre aquela escadaria, a não ser o homem da limpeza, e tudo o que ele falou foi o que eu coloquei aqui.
Eu nunca cheguei a ver o que era que fazia o barulho, mas o que aconteceu foi o suficiente para matar a minha curiosidade.
Agora eu sei o que significa aquela expressão "A curiosidade matou o gato". 

A CRIATURA

"No mundo em que vivemos existem mais mistérios do podemos imaginar, e de repente quando menos esperamos, podemos ficar cara a cara com o desconhecido."



Era o ano de 1986, e eu era militar nessa época.

Certo dia recebi um chamado pelo rádio para ir até a casa de um sargento que trabalhava no mesmo destacamento que eu,
Era 09:00hs de uma terça feira.
Fomos até o local, encostamos a viatura e ficamos de frente ao portão.
Observamos que a porta da sala estava aberta, porta essa que fica de frente para a rua.
Eu e meu companheiro estranhamos, pois m
ilitares não costumam deixar portas abertas dessa maneira.
Entramos até a porta da sala e chamamos, ninguém respondeu...

Eu disse para o meu parceiro que fosse pelo lado de fora da casa, pois havia quintal ao redor da casa, e eu entrei pela sala.
Ao entrar observei que a sala estava meio que escura, e que estava tocando uma música em volume bem ambiente, como se alguém estivesse ali escutando.
Fui até o quarto e nada, depois fui para a cozinha e nada também.
Estava parado próximo a uma porta que dava acesso ao quintal na parte de trás da casa, quando olho em direção a porta da sala e notei uma criatura, (digo criatura porque notei que não se referia a nada desse mundo).
Ela estava ali, como se estivesse me espiando pela porta.

Dava para ver sua cabeça e parte dos seus ombros.
A cabeça era acinzentada e sem cabelos, e possuia olhos negros e os lábios bem finos.
Desviei o olhar e fiquei olhando para chão, não quis encará-lo, mas dava para perceber ele ali me fitando.
Não sabia o que fazer, então coloquei bem devagar a minha mão sobre o meu coldre, e fiquei aguardando qualquer reação dele.
Quando de repente resolvo encará-lo novamente, ele já não estava mais lá.
Depois perguntei ao meu colega se ele viu alguma coisa de estranho por lá, e ele me respondeu que não havia nenhuma novidade.
Não falei nada para ninguém.

O tempo foi passando e minha transferência para a capital estava já saindo.
Uma bela manhã eu fui acordado por aquele sargento daquela casa que haviamos investigado, e ele me disse que havia saído minha transferência.
E ele disse: " Anderson! Anderson! Acorde! Sua transferência já saiu.
Seu tempo por aqui já acabou, agora você conhecerá novas pessoas.

Você já viu todo o que tinha que ver por aqui, e até o que não deveria ter visto também.
Escutando aquelas palavras eu não tive dúvida, ele ele sabia de tudo.

Não sei o que foi aquilo que eu vi, mas nunca mais vou esquecer. 

A COISA QUE RI


Por quase 25 anos eu pensei que o que aconteceu comigo eu achei que era sonho ou alguma coisa que eu imaginei ter visto. Mas depois de ter lido tantos encontros parecidos nesta página e em outras, eu tenho certeza de que foi real.

Numa noite quando eu tinha 16 anos, eu tinha ido dormir bem tarde por causa de um trabalho da escola. Por volta das 2:00 da manhã eu fui acordado com alguém me cutucando o ombro. Eu podia sentir a mão batendo rápido e gentilmente no meu ombro, e lembro de ter visto o braço e a mão se afastarem de mim quando eu abri os olhos.

O quarto estava escuro, mas tinha luz o suficiente vindo da janela para eu conseguir ver que a minha irmã mais nova estava de pé do lado da cama. Ainda meio grogue, eu perguntei o que ela queria. Foi ai que eu vi que o rosto não era dela. O cabeça tinha um brilho fraco, e era meio amarronzada, tinha a aparência de Uma mexerica sem casca e seca.

Eu olhei direto para a cara e lembro que os olhos eram dois buracos negros. Ele não tinha olhos apenas dois grandes buracos negros. O corpo era normal, mas tinha o mesmo brilho que a cabeça tinha. Ele parecia estar vestido como uns trapos meio amarronzados. Ele cerca de 1m de altura.

A essa hora eu já estava berrando feito louco. Eu sou um cara bem grandinho, então eu raramente me sinto ameaçado e com medo de algo, mas naquela noite eu descobri o que era o terror. A "coisa" jogou a cabeça para trás, escancarou a boca e riu. Nenhum som saiu dela, mas dava para ver fisicamente que ele estava rindo de mim. Eu sentei na cama e tentei alcançar o interruptor do abajur, sem nunca tirar os olhos daquela coisa. Enquanto eu tentava ligar a lâmpada, "aquilo" continuava rindo e começou a andar na direção do pé da minha cama, como se quisesse dar a volta nela. Ele apontou o dedo para mim de novo e jogou a cabeça para trás, enquanto gargalhava novamente. Assim que ele alcançou o pé da cama, eu consegui ligar o abajur. A "coisa" simplesmente sumiu quando a luz fraca inundou o quarto.

Eu continuei berrando histericamente até que o meu pai veio correndo ver o que estava acontecendo. Ele falou que eu tinha sonhado com tudo, riu e me falou para me acalmar e ir dormir. É, ate parece. Eu fiquei acordado o resto da noite.

Eu nuca cheguei a ver aquilo de novo, nem sei porque algum fantasma ia querer estar naquela casa, já que a minha família tinha comprado ela nova quatro anos antes, e nada tinha sido construído lá antes. Uma parte de mim adoraria saber o que realmente aconteceu lá naquela noite ou o que era aquilo. A outra parte, no entanto, ainda está apavorada com o que aconteceu.

O MACACO

Eu não sei se isso se qualifica como uma história de fantasma, mas foi algo bem assustador.

Isso aconteceu como meu tio a alguns anos atrás. Ele era um alcoólatra e geralmente passava os finais de semana de ressaca.

Em um certo fim de semana, ele estava de ressaca e com uma gripe forte. Ele estava dormindo no sofá da sala, quando acordou do nada. Ele sentiu que tinha alguém olhando ele, mas não tinha mais ninguém na sala. Ele estava quase dormindo, quando olhou para a varanda do apartamento e notou alguém lá fora.

A pessoa tinha uma forma humana, mas quando ele olhou para o rosto da pessoa, ele quase morreu de susto. A coisa tinha um corpo humano, mas o roto era o de um macaco. E o pior de tudo foi que aquilo apontou para ele e falou "eu vou pegar você."

Ele ficou tão assustado que saiu correndo da sala e foi chamar a minha tia. Mas é claro, quando ela foi lá ver, não tinha mais nada lá fora. Ela achou que ele estivesse vendo alguma coisa sob efeito da bebedeira da noite anterior.

Esse meu tio morreu um ano depois, de cirrose no fígado. A minha tia ainda estava de luto quando o irmão do meu tio e a mulher dele foram visitar ela (por acaso, o irmão do meu tio também é alcoólatra). Nessa noite ele dormiu no sofá, que fica em frente à sacada.

Ele também sentiu alguém olhando ele, e quando ele olhou na sacada, ele também viu aquela criatura horrorosa, com rosto de macaco. Ele não estava acreditando no que estava vendo, então se virou para acender a luz, mas a criatura desapareceu depois que ele se virou para a sacada.

No dia seguinte ele contou para a minha tia o que tinha acontecido, e ela começou a chorar. Ela falou que o meu tio tinha visto a mesma coisa. O irmão do meu tio viu isso como um aviso para ele parar de beber.

Um ano depois ele ainda está sóbrio, não chegou a beber nem uma gota de álcool, e ele fala que foi graças àquela criatura com o rosto de macaco.

A CASA NA GRANJA VIANA

"Dizem os pesquisadores, que os espíritos das pessoas que morrem de forma violenta, ficam ligados ao local onde aconteceu a tragédia. Sabemos que os visitantes do além habitam em diversos locais em nosso mundo, mas o local de um crime poderia ser sua moradia definitiva?"



Na metade da década de 80 o meu pai comprou uma casa no Município de Cotia - S.P., no Bairro "Granja Viana" [Coordenadas: 23°35'17.39"S, 46°50'29.62"W].

Nós só usávamos a casa nos finais de semana.
Era uma casa muito boa com piscina e churrasqueira e quem conhece a Granja Viana sabe que a vizinhança por lá é bem quieta e as ruas são desertas.
Era um refúgio da vida urbana de São Paulo.
Nós sempre íamos para lá.
Mas o tempo passou e a minha família começou a passar por uma pequena crise financeira, e para não ter que vender a casa nós a alugamos.
Depois de alguns anos o meu pai deu uma volta por cima na crise que nós estávamos e então paramos de alugar a casa. Mas como fazia muito tempo que não íamos para lá, perdemos o costume e raramente íamos, e depois de algum tempo simplesmente paramos de ir.
A casa ficou quase que abandonada.

Depois de quase cinco anos com a casa no esquecimento, recebemos uma ligação de um policial da região pedindo para o meu pai comparecer na delegacia local porque queriam falar com ele.
O meu pai foi achando que ia ser alguma coisinha sobre a casa aparecer abandonada ou coisa parecida, mas quando ele voltou estava branco feito a parede.
Ele chegou na delegacia e mandaram ele falar com um cara que já foi despejando tudo nele.
O cara falou que ele era detetive que tinha conseguido o nosso telefone com um dos vizinhos e que tinha acontecido um crime na nossa casa, coisa pesada mesmo.
Quatro caras raptaram uma garota de 20 anos, levaram para a nossa casa pensando que ela estava abandonada e fizeram de tudo com a garota, e no final mataram ela e enterram no quintal, e pegaram todos os documentos, dinheiro e jóias dela.
E o detetive falou que esse não era o primeiro crime que acontecia lá, falou que esses quatro caras já tinham mantido dois caras reféns de seqüestro lá dentro e matado pelo menos mais três integrantes de uma gangue rival e enterraram lá. Eles procuraram e acharam a ossada dos três caras no nosso quintal também.
Falou que ele não precisava se preocupar que tinham revirado o quintal todo e não acharam mais "ninguém", e que os quatro caras que estavam usando a nossa casa para isso tudo já tinham sido presos.
O meu pai estava arrasado, tinham invadido o nosso paraíso e transformado ele num inferno.
Ele falou que o quintal da casa estava todo revirado, tava todo esburacado, a piscina estava completamente imunda, um dos quarto da casa estava completamente ensangüentado e o sangue já estava todo seco, falou que a casa estava fedendo a urina, tava toda pichada por dentro.
Ele falou que a casa estava irreconhecível. A gente resolveu que ia reformar a casa e depois ia vender ela.

Depois de muita dor de cabeça e muito tempo, a casa ficou como era antes.
Um quintal bonito, tava toda arrumada e limpa por dentro, a piscina estava em ordem de novo, tinha voltado a ser uma casa descente de novo. Ai bateu a pena e nós decidimos que não íamos mais vender a casa, simplesmente iríamos esquecer o que tinha acontecido lá dentro no passado e transformar aquilo lá num lugar feliz de novo.
Só que a nossa vida tinha mudado muito desde a época que sempre íamos para lá nos finais de semana e realmente não dava para ir sempre para lá.
Como nós estávamos com medo que usassem a nossa querida casa para algum fim deturpado de novo estávamos pensando em alugar a casa mais uma vez.
Mas agora eu já estava mais velho, já tinha o meu carro e estava para sair de casa e começar a minha vida sozinho. Então tive a brilhante idéia de em vez de alugarmos a casa, eu ir morar nela!!!
Os outros podiam ir lá sempre que quisessem e a casa não ficaria abandonada.
No começo não foi fácil tentar convencer eles, a minha mãe estava muito apreensiva em me deixar morar lá sozinho. Foi depois de muita conversa e muita insistência que eles me deixaram morar lá.

E lá fui eu feliz da vida para a "minha" casa nova, morar sozinho e ser independente.
Claro que eu pensava em levar o pessoal da faculdade para lá, fazer festa o tempo todo, achei que ia ser a maior farra. Mas foi exatamente o contrário. Com o tempo eu acabei acostumando com a viagem diária para a faculdade e de lá para casa, mas nem todos os meus amigos estavam dispostos a ir até lá.
A casa era bem grande.
Tinha cinco quartos, todos suítes, três salas, uma cozinha grande, área de serviço.
Eu acabei me sentindo muito sozinho lá naquela casa enorme e ficava deprimido constantemente.
Depois de um tempo assim os meus pais deixaram eu chamar alguns amigos da faculdade para morar comigo.
Claro que logo eu consegui convencer dois amigos e uma amiga a ir morar lá comigo.
A vida depois disso começou a virar uma festa lá dentro.
A gente se dava bem, respeitávamos uns aos outros e tratávamos a garota que estava morando conosco feito nossa irmã.
Com o tempo vieram as festas, já que agora tinha carro suficiente para levar e trazer quem quisesse ir.

Numa dessas festas um pessoal se juntou na sala de TV e começou a contar histórias de terror. Só que era uma história mais fraquinha que a outra e não estava assustando ninguém, até que eu resolvi abrir a minha boca. Eu contei a história dos caras que tinham pegado a menina e depois de fazer ela passar pelo inferno mataram ela num dos quartos lá em cima.
O pessoal ficou quieto porque realmente era algo pesado e realista, diferente do que estavam contando.
Estava aquele silêncio todo quando alguém me perguntou se aquilo realmente era verdade, porque se fosse mentira era uma piada de muito mau gosto.
Eu jurei que era verdade até que alguém gritou lá do fundo "vamos fazer a brincadeira do copo lá em cima nesse quarto e chamar o espírito da mulher então!" Quando ele falou isso a minha espinha gelou e todos os pelos do meu corpo ficaram em pé, só que o pessoal começou a gritar "vamo lá, vamo lá" e então lá fomos nós.
Eu peguei um copo na cozinha e subi com o pessoal que estava na sala da TV, enquanto o resto do pessoal ficou lá em baixo na festa.

Só uma coisa que eu não mencionei antes. Este quarto ficava sempre vazio, só tinha uma cama, um criado-mudo e uma poltrona lá dentro, mais nada. No dia que os meus amigos vieram morar comigo, na hora de escolher os quartos todos entraram nesse quarto, mas ninguém gostou dele, e eu também nunca gostei dele, mas eu sabia o porquê, pelo menos eu achava que sabia, que era porque tinha sido lá que a garota tinha sido morta, só que eles não sabiam disso até aquela noite. Nenhum de nós quatro gostava de entrar lá dentro nem de passar pela frente dele.
Dava uma angústia.

Quando nós entramos no quarto, empurramos a cama para perto da parede, e puxamos o criado-mudo para o meio do quarto, colocando o copo em cima dele e colocando um monte de letras escritas em pedaço de papel em volta e dois pedaços maiores escritos SIM e NÃO. Nós acendemos quatro velas e demos para quatro pessoas (nós estávamos em nove) segurarem em volta da gente para podermos ver as letras e apagamos as luzes. O cara que estava "comandando o show" falou que era bom só três pessoas colocarem o dedo em cima do copo para não dar muita "interferência" (eu não entendi o que ele quis dizer, eu não brinco muito com isso) então eu, ele e uma menina colocamos o dedo em cima do como e fechamos os nossos olhos, e os outros dois que sobraram ficaram de ler o que o espírito respondia.

Nós três fechamos os olhos e começamos a tentar nos comunicar com o espírito.
Depois de alguns minutos com o copo parado eu achei que não ia acontecer nada, mas de repente o copo começou a se mexer. Primeiro foi só um pouquinho para o lado.
Eu achei que tinha sido um dos outros dois que estavam com o dedo no copo que tinham mexido ele, então eu falei "quem mexeu o copo" quando o outro cara que estava como dedo no copo fez um "shhhhhh" e ficou com a cara séria. Ele realmente estava levando aquilo a sério.
Então eu fechei o olho de novo. O cara perguntou se tinha algum espírito presente.
O copo se mexeu devagar. Um dos dois que estavam lendo o que o espírito dizia falou "o copo foi pro sim".
O cara que tava fazendo as perguntas perguntou qual era o nome do espírito.
Depois de alguns segundos o copo começou a se mexer. Ia de um lado para o outro, para frente e para trás.
O cara que tava lendo o que estava sendo soletrado falou "Mariana".
O nome do espírito é "Mariana".

Eu abri o olho e vi que o pessoal estava com uma cara meio assustada.
Eu falei que não precisava se preocupar que era algum dos dois que estavam empurrando o copo quando um dos que estavam segurando a vela falou "cara, eu to olhando pra vocês três o tempo todo e não vi ninguém de olho aberto, como é que algum de vocês ia conseguir soletrar algo direito com o olho fechado?"
O cara que estava fazendo as perguntas fez um shhhhh de novo e nós ficamos quietos.
Eu fechei o olho de novo, então ele perguntou se ela era o espírito da mulher que tinha morrido lá.
O copo ficou parado. Um tempo passou, quase um minuto, e a gente estava para perguntar de novo quando o copo se movimentou violentamente para o lado. "Parou no sim de novo".
A garota que estava com o dedo no copo perguntou o que tinha acontecido lá.
Imediatamente o copo começou a se mexer.

O cara que tava lendo falou "não ta indo para lugar nenhum, só ta fazendo um 8". O copo ficou fazendo um oito por um bom tempo. O cara que estava com o dedo no copo falou que a pergunta era muito complicada para responder.
Então o copo parou. Ele perguntou a quanto tempo ela estava lá. Os dois que estavam vendo o que estava sendo escrito começaram a soletrar "V-A-O-E-M-B-O-R-A".
Vão embora. por que?" o cara perguntou "V-A-O-E-M-B-O-R-A".
De novo, vão embora.
Acho melhor a gente parar com isso" "Por que?" o cara perguntou de novo.
O copo começou a se mexer muito rápido fazendo o sinal do 8.
Eu comecei a ficar assustado, porque era praticamente impossível algum de nós conseguir fazer o copo ir tão rápido como estava indo sem fazer ele virar. "Por que?" o cara insistiu de novo.
De repente uma brisa bateu no quarto, mesmo as janelas estando fechadas, ficou frio lá dentro e as velas apagaram. O copo tinha parado de se mexer e eu ouvi um estalo.
Um dos que estavam segurando as velas pulou para o interruptor para acender a luz.

Quando o quarto ficou claro eu vi algo que me fez me arrepender muito de ter levado adiante aquilo tudo, o copo estava todo trincado e as letras tinham voado todas de cima do criado-mudo, menos 5: e m o r t. Eu bati o olho e vi que aquelas cinco letras formavam algo familiar. A menina que estava com o dedo no copo simplesmente colocou o dedo em cima do "e" e colocou depois do "t". Morte. E assim que ela tirou o dedo de cima do pedaço de papel ficou uma manchinha vermelha nele. O dedo dela tava sangrando, tava com um corte pequeno mas profundo. Eu acho que ela se cortou quando o copo trincou, mesmo eu e o outro cara não tenhamos nos cortados. E realmente não dava para se cortar com o copo trincado, ele não tinha soltado lasca nenhum, mas tinha sido nele, porque ele também estava com um pouco do sangue ela.

O cara que tinha acendido a luz começou a falar que aquilo já era brincadeira de mau gosto.
Que já era desrespeitar a garota que tinha morrido lá.
Só que aquilo realmente não era brincadeira nenhuma.
Quando ele abriu a porta irritado para sair tinha o resto do pessoal da festa estava do lado de fora com cara de assustado.
Eles falaram que começaram a ouvir alguma garota a berrar histérica, mas tava berrando muito, pedindo ajuda.
Todo mundo subiu correndo, pois parecia que estavam matando alguém lá em cima.
Quando subiram viram que a berraria estava vindo de dentro do quarto que nós estávamos.
Eles tentaram abrir mas a porta estava trancada. Só que nós não tínhamos trancado a porta do quarto.
Eles falaram que bateram na porta e até tentaram arrombar ela, mas a porta não cedeu nem um pouco, e a cada segundo que passava a gritaria lá dentro ficava mais desesperada e histérica, só que a gente não ouviu grito nenhum lá dentro! Mas de repente tudo parou e a porta abriu.
A gente jurou que a porta estava aberta mas ninguém acreditou.
Eles acharam que era alguma brincadeira de mau gosto e desceram furiosos, pois aquilo não era brincadeira que se fazia.

Depois de um tempo todo mundo foi embora, nos tivemos que levar a maioria para casa, e quando voltamos a menina e o outro cara que moravam comigo perguntou o que tinha acontecido.
Eu e o outro cara contamos a história, mas eles não acreditaram muito.
Quando a gente perguntou o que eles tinham ouvido eles falaram que só ouviam gritos de uma mulher falando "para, pelo amor de Deus, para, alguém me ajuda" e coisa assim. Eu contei a história da garota que tinha sido morta lá dentro da casa e eles ficaram bravos por eu não ter contado a história antes. Mas deixamos tudo de lado e fomos dormir.
No dia seguinte levantamos para arrumar a casa (que estava uma bagunça).
Quando tínhamos arrumado quase tudo eu falei "ainda falta o quarto do meio lá em cima. Só que eu não vou lá sozinho".
O cara que estava lá comigo na noite anterior foi junto, e lá estava o quarto como nós o tínhamos deixado.
Com os cinco pedaços de papel em cima do criado-mudo, o copo trincado no meio dele, as velas do lado do copo e o resto dos papéis espalhados pelo quarto. A gente pegou tudo correndo, colocou num saco de lixo e jogou fora.

Depois daquele dia coisas estranhas começaram a acontecer pela casa. Sussurros pelos cantos, portas batendo com violência mesmo sem ter corrente de ar dentro da casa, luzes que acendiam e apagavam, e as vezes uns gritos que vinham do andar de cima que rasgavam a alma, era algo que dava um medo desgraçado.
Um dia estávamos nós quatro chegando da faculdade, estávamos no mesmo carro, quando nós saímos do carro eu olhei para a casa e vi uma sombra na janela. Eu fiquei apavorado, mas quando os outros olharam, já não tinha mais nada na janela. Eu fiz todo mundo revirar a casa toda, mas não achamos ninguém lá dentro.
Depois de algum tempo os nossos nervos já estavam à flor da pele, qualquer barulho e a gente já pulava assustado. Não demorou muito pra que os outros começassem a ir embora. Primeiro foi um dos caras.
Ele deixou pago o aluguel de dois meses mas falou que não ficava mais lá, que não agüentava mais acordar no meio da noite com a impressão de que tinha alguém no quarto dele.
Várias vezes a gente achou ele dormindo no sofá da sala de manhã. Depois de um mês foi a garota que foi embora.
O quarto dela ficava do lado do quarto que a menina tinha sido morta.

Ela falou que de noite escutava batidas nas paredes, vindas do outro quarto.
E se ficasse tudo quieto ela podia ouvir um choro bem baixo perto da parede.
Nos dias antes dela ir embora ela já não dormia direito estava com umas olheiras grandes e andava de muito mau humor.
Na noite que ela foi embora aconteceu o seguinte: ela falou que estava finalmente quase dormindo, o que estava sendo muito difícil para ela nos últimos dias, e que quando ela estava pra pegar no sono mesmo ela ouviu uma voz feminina berrando com toda força no ouvido dela "SAI DAQUI! VAI EMBORA! ME DEIXA EM PAZ!".
Ela levantou da cama com um pulo, acendeu a luz mas não tinha mais ninguém no quarto dela, só ela. Ela saiu do quarto dela chorando falando que não agüentava mais aquilo e que ia embora.
A gente conseguiu acalmar ela, mas ela simplesmente catou algumas coisas dela, foi pro carro e foi embora.
Ela voltou no final de semana pra pegar o resto das coisas dela e nunca mais pisou naquela casa de novo.

Depois de uma semana foi o outro cara que foi embora.
Eu até hoje não sei o que aconteceu com ele direito.
Ele sempre mencionava que o quarto dele costumava ficar frio de repente, do nada. Mas não o quarto todo, só alguns lugares, o que me fez pensar que tinha alguma corrente de ar lá dentro. Mas um dia ele estava tomando banho e depois de uns cinco minutos lá dentro ele saiu berrando do banheiro, peladão mesmo. Eu fui ver o que era e ele falou que não era nada.
Ele me fez ir até o banheiro com ele para desligar a água, depois botou uma roupa e tava falando da gente ir embora da casa.
Eu consegui ele a ficar mais um tempo pra gente resolver o que ia fazer, que tava muito tarde.
Ele falou que ta bom, que ele ia ficar lá mas que então ia dormir no meu quarto comigo.
Eu deixei, pois não estava a fim de passar a noite sozinho também.
Ele colocou o colchão dele do lado da minha cama e então nós fomos dormir.
Quando eu acordei o colchão dele estava todo rasgado e ele não estava lá.
Eu fiquei preocupado e comecei a chamar por ele.
Eu comecei a procurar ele pela casa e depois de um tempo achei ele dormindo dentro do meu guarda roupa com uma faca de cozinha na mão.
Eu acordei ele e ele me falou que acordou com a faca na mão e que tinha alguém segurando a perna dele.
Ele perguntou se era eu e só ouviu um grito desumano e a mão na perna dele começou a apertar até machucar ele. Então ele começou a esfaquear o colchão e correu para o armário e ficou lá dentro.
Ele não sabe como eu não acordei com o grito, pois foi um grito bem estridente e alto.
Ele pegou as coisas dele e se mandou.

Eu fiquei lá sozinho por mais um tempo, mas não agüentava aquela solidão e aquela casa já estava começando a me afetar. Era normal eu ir dormir no carro porque estava com medo de ficar dentro da casa.
Depois de um tempo eu resolvi ir embora da casa, por que eu já estava ficando louco e paranóico.
Eu estava vendo vultos no escuro em todos os cantos da casa, ouvia sussurros de noite, no meu quarto quando estava para dormir, ouvia os grito vindo do quarto do meio lá de cima.
A coisa estava de um jeito que ou eu saia de lá ou eu ia para um hospício.

Eu acabei voltando a morar com os meus pais falando que a casa era muito longe para ir e vir todo dia e era por isso que eu estava sempre cansado e estressado.
Ele tentou alugar casa, mas não conseguia ficar mais de seis meses com ela alugada.
Agora ela está lá sem uso pois não conseguimos alugar ela e não usamos.
Daqui a pouco vai estar uma verdadeira casa fantasma abandonada.
Mas eu sei que eu não chego perto daquela casa de novo.

A CASA NA CURVA PERIGOSA


No verão de 1994, o meu (na época) noivo, nosso filho de 5 meses e eu, nos mudamos para uma velha casa em uma cidadezinha não muito longe de São Paulo (um pouco mais de uma hora de viajem). A nossa casa ficava bem do lado de uma curva muito perigosa de uma estrada local.

A única coisa que me deixava inquieta, é que a parte o quintal da casa não ficava a mais de 1 metro da estrada, onde os carros passavam a uma velocidade alta demais para a curva. Mas mesmo isso não nos desanimou. Nós estávamos super felizes com a casa, já que era a nossa primeira casa. Tudo ocorreu sem problemas, até que nos acomodamos nela.

Instintivamente eu sabia desde o começo que tinha algo de estranho com a casa. Eu já tive essa impressão antes, em outras ocasiões, outros lugares, e elas nunca estiveram erradas.

Pouco tempo depois que nos mudamos começamos a ter problemas com o nosso filho, ele simplesmente não ficava sozinho no quarto dele. Nós nunca tivemos esse problema antes. Sempre que eu colocava ele no berço dele ele chorava e chorava e só parava quando nó pegávamos ele. Em qualquer outro canto da casa ele ficava sozinho sem nenhum problema, menos no quarto dele, ele berrava tanto que parecia que ia explodir.

Eu também tinha meus problemas com alguns cômodos. Eu nunca entrava na garagem ou no quarto de empregada. Eu não tenho uma explicação para isso, mas só de passar na frente do quarto de empregada ou da garagem, os pelos da minha nuca arrepiavam todos e um frio subia a minha espinha.

Um tempo depois do nosso casamento, que tinha sido em Julho, eu estava na sala, com o meu filho e a minha cunhada. Era dia ainda e estava muito claro, mas nós vimos algumas sombras se movendo na parede da sala. Na hora eu liguei para uma amiga minha para ela ver o que estava acontecendo, e assim que ela entrou em casa ela sentiu alguma coisa estranha. Ela também chegou a ver algumas coisas estranhas: sombras pela sala, a sensação de estar sendo observada, barulhos no andar de cima da casa, quando não tinha ninguém lá em cima, e portas se fechando sozinhas. Nós contamos essas coisas para o meu marido e ele apenas falou que nós estávamos imaginando tudo isso.

Lá pelo natal, ele mudou de idéia. Nós colocamos uma dessas lusinhas musicais na árvore de natal, e toda noite eu tirava elas da tomada antes de ir dormir. Numa noite ele acordou com a musiquinha tocando e as lusinhas piscando iluminando de leve o corredor do lado de fora do quarto. Ele me acordou e falou que eu tinha esquecido de desligar as luzes. Então eu falei pra ele "Eu desliguei. Você tava lá e vu eu tirando elas da tomada." Ele sentou na cama e me olhou com uma cara confusa. Ele levantou e foi na ponta dos pés até o lado de fora do quarto e desceu a escada, e não achou ninguém mais na casa. Então ele voltou, estava com um rosto pálido, e não falava uma palavra. Eu perguntei o que era e ele simplesmente falou pra eu "voltar a dormir".

No final de semana depois disso, o nosso filho foi para a casa dos avós dele. Na primeira noite sem ele, quando nós estávamos nos arrumando para dormir, nós ouvimos o som de um bebê chorando. Como o nosso filho não estava em cassa, simplesmente ignoramos. Só que o choro começou a ficar cada vez mais alto. Nós ficamos preocupados, e fomos até o jardim de casa, pensando que alguém poderia estar precisando de ajuda. Só que lá fora nós não ouvíamos nada! Quando entramos de novo, ouvimos o choro! Nós entramos e saímos da casa mais algumas vezes, e era sempre a mesma coisa. Do lado de fora, nada. DO lado de dentro, o som de um bebê chorando. Então o meu marido parou no pé da escada e viu que o choro estava vindo do andar de cima. Para ser exara, de um quartinho que nós usávamos para guardar tranqueiras.


Não preciso nem dizer que isso me deixou completamente APAVORADA!!! Eu acabei convencendo ele a mudar o nosso quarto e o quarto do nosso filho para o andar de baixo da casa. Só que depois disso as coisas realmente começaram a acontecer...

Algumas coisas sumiam e só reapareciam depois de alguns dias. Não era incomum eu trancar a porta do quarto de empregada para deixar ela fechada, e colocar cadeiras em algumas outras para deixar elas abertas. Eu odiava ter que subir as escadas para fazer alguma coisa lá em cima, ainda mais sozinha. Eu sempre sentia que o meu coração estava sendo apertado. Isso sem falar na garagem. Parecia que tinha algo sempre me espreitando lá dentro, pronto para atacar.

Por algum motivo, o único cômodo em que eu me sentia bem e segura, era o banheiro!! Eu odiava ficar naquela casa sozinha. Mas não importava muito para "eles" se eu estava sozinha ou não. Nada nunca nos machucou, mas tomamos muitos sustos que parecia que o nosso coração ia parar de bater!

Mais tarde eu descobri que a casa já tinha tido muitos inquilinos, mas nenhum ficava muito tempo lá, nunca mais do que alguns meses. Nós fomos os primeiros em muitos anos a ficar mais de um ano naquela casa!

O dono da casa morava quase do lado, e a nossa casa estava na família dele a anos. Ele nunca falou nada sobre a história da casa. Ou ele não sabia ou não acreditava.

Um amigo da família dele descobriu que nós estávamos na casa e contou para uma amiga minha que era para nós nos mudarmos o mais cedo possível, por que aquela casa não era um lugar seguro para se estar! Ele conhecia uma das famílias que tinham morado lá. Ele falou que temia pela nossa segurança por que sabia de algumas manifestações violentas que já tinham acontecido lá dentro. Ele falou que era incrível que ainda estávamos lá depois de tanto tempo, que ainda não tínhamos saído por conta própria! A família que ele conhecia ficou lá somente 1 mês!!! Quando eles estavam lá, objetos pesados eram jogados contra eles, as portas se fechavam na cara deles, acordavam de manhã com alguns hematomas pelo corpo, acordavam de noite com a cama chacoalhando violentamente, coisas assim. Depois de ouvir isso, eu falei para o meu marido "Amor... a gente vai embora!!" Nós nos mudamos na semana seguinte.

Como a casa foi construída bem na frente de uma curva perigosa, será que os espíritos de vítimas de acidentes que ocorreram ali acabam indo para na casa? Todos nós por aqui achamos que sim.

A CASA DA MINHA BISAVÓ

Eu tenho hoje 27 anos, e acontecimentos como esse me perseguiram pela vida toda.

Fui criada com a minha avó e a minha mãe numa casinha simples, ao lado do que foi uma grande mansão no passado. Era a casa da minha bisavó, à quem todos, incluindo os netos a chamavam de Mãe Lígia. O que já ouvi falar sobre ela me leva a pensar que era uma mulher de personalidade muito forte, que chegou ate a enfrentar o marido com lenha do fogão. Era uma italiana forte, que falava alto, muito bondosa com os pobres, mas também muito severa e brava.

Cheguei a ver (quando pequena) varias vezes os olhos dela me seguirem pela sala (tem uma pintura dela e do meu bisavô num quadro).

Mas o impressionante mesmo é que as vezes eu acordava de noite e via uma figura feminina passar pelos pés da cama em direção ao telefone que ficava à uns dois metros a minha direita, e assim que ela chegava lá desaparecia.

Uma vez minha vó acordou de noite com barulho de gente lavando a escada da tal casa, e a escada era perto da janela do quarto onde dormíamos. Esse dia eu não cheguei a acordar, pois minha avó não gostava nem um pouco de nos assustar, mas no outro dia fiquei sabendo, ouvindo ela contando para a minha mãe na cozinha. Ouviu jogarem baldes de água na escada e passarem a vassoura, como minha avó achou que talvez fossem maconheiros na casa levantou-se e foi verificar, mas assim que minha avó abriu a porta o barulho parou e a escadaria estava seca.

Por muitas dessas eu sempre soube que tinha alguém ou algo por lá, algumas pessoas disseram que minha bisavó era má, mas é uma contradição, já que ela brigava com meu bisavô que era contra a distribuição de comida que ela fazia para os pobres nos domingos.

Bom, em uma visita de minhas tias à casa de minha avó, meus primos chegaram. Vieram as duas irmãs de minha mãe, cada uma com seus filhos. Eu tinha uns 10 anos. A gente passava o dia todo brincando no casarão abandonado, eu, minha irmã mais nova, minhas primas Juliana e Luciana, e meus primos Andrey e Anderson. Esse ultimo foi o responsável pelo que aconteceu naquele dia.

Começamos a brincar de tentar acertar, com goiabinhas que apanhávamos na arvore ou pegávamos no chão, a caixa d'água vazia (que ficava em cima do casarão). Não me lembro como começamos a falar sobre a Mãe Lígia, mas o Anderson ficou falando mal dela o tempo todo, que ela tinha sido uma megera, chata, e coisas assim. Nessa hora ele conseguiu acertar a goiaba dentro da caixa d'água vazia, ouvimos o barulho e ate batemos palmas pra ele por que era muuuuuiito difícil, mas assim que ele virou as costas para a caixa d'água, a goiabinha fez o mesmo caminho de volta e bateu nas costas dele... Foi o suficiente para a gente sair de lá correndo e o assunto quase que virou um mito.

Depois de muitos anos eu me casei com um amigo do meu primo, e um dia contei a ele o que já tinha presenciado naquela casa e mencionei esse fato. Meu marido me olhou assustado e disse que quando era menino ouviu mesmo essa historia do meu primo, mas nunca levou a serio pensando que fosse uma brincadeira, mas me vendo falar sobre o que aconteceu tantos anos depois ele ficou serio e assustado.

Ate hoje minha avó mora na casa ao lado desse casarão abandonado. Ela me conta que as vezes sente pessoas perto dela, mas nunca disse ser minha bisavó. Mas eu sei que aquela casa é mal-assombrada....