sábado, 2 de janeiro de 2016

Jack o Estripador


O assassino em série conhecido como Jack o Estripador, foi assustadoramente real e o facto de que 5 prostitutas londrinas foram brutalmente assassinadas em 1888 não é disputado. Mais misteriosa é a identidade do assassino, com as suspeições apontando para muitos, desde o pintor Walter Sickert ao autor Lewis Carroll. 



  Faça uma excursão pelas ruas cobertas de nevoeiro da zona Leste de Londres,para conhecer pessoalmente os locais do crime. Ainda que Whitechapel retenha ainda algo do clima da noite, de dia é um sítio com excelentes com boutiques muito em moda, bares com a assinatura de designers e, em Brick Lane , restaurantes indianos até onde a vista alcança.


      

A Bruxa de Wookey Hole





Nas cavernas fundas e húmidas de wookey hole vivia a terrível Bruxa de Wookey Hole. Há muitos, muitos anos, os aldeões de Wookey imploraram ao Abada de Gastonbury para lhes mandar um protector contra a malévola feiticeira. Entra em cena o Padre Bernard, um frade beneditino e exorcista emérito. Bernard tomou água na mão, benzeu-a rapidamente e lançou-a sobre a bruxa, transformando-a em pedra. Ainda hoje pode ver a forma petrificada da bruxa nas profundezas destas extraordinárias grutas.          



Stonehenge

   




Tombado como patrimônio histórico, Stonehenge é um dos monumentos pré-históricos mais importantes do mundo. Datado de impressionantes 5 mil anos atrás, há muito se debate o porquê de sua existência.





O monumento fica em um pequeno monte, numa vasta planície no interior de Wiltshire, perto de Salisbury. As pedras começam a despontar no horizonte assim que você se aproxima pela estrada e é impossível conter uma mistura de empolgação, espanto e talvez até um pouco de medo. O tamanho das pedras surpreende os visitantes, por mais que a maioria já as conheça através de fotos.

Stonehenge é composto por dois círculos concêntricos de pedras, contornados por uma profunda vala aberta na terra. Acredita-se que o monumento tenha sido construído em partes, ao longo de 1.600 anos. As pedras usadas incluem três tipos diferentes de arenito, que percorreram quase 400 quilômetros para chegar a Wiltshire. As maiores chegam a pesar 50 toneladas e estima-se que tenham sido necessários 600 homens para mover apenas cada uma delas.

Não se sabe ao certo qual era o propósito original do lugar. Alguns afirmam que seria um templo para se venerar os deuses, enquanto outros acreditam se tratar de um observatório astronômico ou talvez um calendário pré-histórico pela forma como as pedras se alinham com o sol e a lua. Existem várias teorias, mas uma coisa é certa: Stonehenge está de pé há milênios e, independente de suas crenças, você com certeza sentirá uma aura sagrada no local.

É preciso pagar para se chegar perto das pedras, mas é possível ter uma boa visão de fora do perímetro principal e também há vários outros monumentos e artefatos pré-históricos que podem ser vistos gratuitamente nas imediações, como Woodhenge e Avebury.

O Círculo de Avebury é o maior círculo de pedras da Europa e é tão grande que o vilarejo de Avebury na verdade fica no centro dele. É um ótimo lugar para se fazer uma parada e relaxar. Você pode andar por entre as pedras, fazer um piquenique ou até tentar escalar a enorme vala que contorna o círculo. Mas o vilarejo tem muito mais a oferecer. Visite a Mansão e Jardim de Avebury e o Museu de Avebury, ou pare para tomar uma bebida no pub local, no meio das pedras.             

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Mavutsin - o primeiro homem

Mavutsin - o primeiro homem

O primeiro homem (kamaiurá). No começo só havia Mavutsinim. Ninguém vivia com ele. Não tinha mulher. Não tinha filho, nenhum parente ele tinha. Era só. Um dia ele fez uma concha virar mulher e casou com ela. Quando o filho nasceu, perguntou para a esposa: É homem ou mulher? é homem. Vou levar ele comigo. E foi embora. A mãe do menino chorou e voltou para a aldeia dela, a lagoa, onde virou concha outra vez. - Nós - dizem os índios - somos netos do filho de Mavutsinim.



O primeiro Kuarup – a festa dos mortos
O primeiro Kuarup, a festa dos mortos (Kamaiurá) Mavultsinim queria que os seus mortos voltassem à vida. Foi para o mato, cortou três toros da madeira de kuarup, levou para a aldeia e os pintou. Depois de pintar, adornou os paus com penachos, colares, fios de algodão e braçadeiras de penas de arara. Feito isso, mavutsinim mandou que fincassem os paus na praça da aldeia, chamando em seguida o sapo cururu e a cutia (dois de cada), para cantar junto dos Kuarup. Na mesma ocasião levou para o meio da aldeia, peixes e beijus para serem distribuídos entre o seu pessoal. Os maracá-êp (cantadores), sacudindo os chocalhos na mão direita, cantavam sem cessar em frente dos kuarup, chamando-os à vida. Os homens da aldeia perguntavam a Mavutsinim se os paus iam mesmo se transformar em gente, ou se continuariam sempre de madeira com eram. Mavutsinim respondia que não, que os paus de kuarup iam se transformar em gente, andar como gente e viver como gente vive.
Depois de comer os peixes, o pessoal começou a se pintar, e a dar gritos enquanto fazia isso. Todos gritavam,. Só os maracá-êp é que cantavam. No meio do dia terminaram os cantos. O pessoal, então, quis chorar os kuarup, que representavam os seus mortos, mas Mavutsinim não permitiu, dizendo que eles, os kuarup, iam virar gente, e por isso não podiam ser chorados. Na manhã do segundo dia Mavutsinim não deixou que o pessoal visse os kuarup. "Ninguém pode ver" - dizia ele. A todo momento Mavutsinim repetia isso. O pessoal tinha que esperar. No meio da noite desse segundo dia os toros de pau começaram a se mexer um pouco. Os cintos de fios de algodão e as braçadeiras de penas tremiam também. As penas mexiam como se tivessem sendo sacudidas pelo vento.
Os paus estavam querendo transformar-se em gente. Mavutsinim continuava recomendando ao pessoal para que não olhasse. Era preciso esperar. Os cantadores - os cururus e as cutias - quando os kuarup começaram, a dar sinal de vida cantaram para que se fossem banhar logo que vivessem. Os troncos se mexiam para sair dos buracos onde estavam plantados, queriam sair para fora. Quando o dia principiou a clarear, os kuarup do meio para cima já estavam tomando forma de gente, aparecendo os braços, o peito e a cabeça. A metade de baixo continuava pau ainda. Mavutsinim continuava pedindo que esperassem, que não fossem ver. "Espera... espera... espera" - dizia sem parar.
O sol começava a nascer. Os cantadores não paravam de cantar,. Os braços dos kuarup estavam crescendo. Uma das pernas já tinha criado carne. A outra continuava pau ainda. No meio do dia os paus começavam a virar gente de verdade. Todos se mexiam dentro dos buracos, já mais gente do que madeira. Mavutsinim mandou fechar todas as portas., só ele ficou de fora, junto dos kuarup. Só ele podia vê-los, ninguém mais. Quando estava quase completa a transformação de pau para gente, Mavutsinim mandou que o pessoal saisse das casas para gritar, fazer barulho, promover alegria, rir alto junto dos kuarup. O pessoal, então, começou a sair de dentro das casas. Mavutsinim recomendava que não saíssem aqueles que durante a noite tiveram relação sexual com as mulheres.
Um, apenas, tinha tido relações. Este ficou dentro da casa. Mas não aguentando a curiosidade, saiu depois. NO mesmo instante, os kuarup pararam de se mexer e voltaram a ser pau outra vez. Mavutsinim ficou bravo com o moço que não atendeu à sua ordem. Zangou muito, dizendo: - O que eu queria era fazer os mortos viverem de novo. Se o que deitou com mulher não tivesse saído de casa, os kuarup teriam virado gente, os mortos voltariam a viver toda vez que se fizesse kuarup. Mavutsinim, depois de zagar, sentenciou: - Está bem. Agora vai ser sempre assim. Os mortos não reviverão mais quando se fizer kuarup. Agora vai ser só festa. Mavutsinim depois mandou que retirassem dos buracos os toros de kuarup. O pessoal quis tirar os enfeites, mas Mavutsinim não deixou. "Tem que ficar assim mesmo", disse. E em seguida mandou que os lançassem na água ou no interior da mata. Não se sabe onde foram largados, mas estão até hoje lá, no Morená.

Mumuru – a estrela dos lagos


Maraí, uma jovem e bela índia, muito amava a natureza. À noite, ficava a contemplar a chegada da Lua e das estrelas. Nasceu-lhe, então, um forte desejo de tornar-se uma estrela. Perguntou ao pai como surgiam aqueles pontinhos brilhantes no céu e, com grande alegria, veio a saber que Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder atrás das montanhas, transformava-as em estrelas. Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Resolveu então aguardar a chegada da Lua junto aos peixes do lago. Assim que esta apareceu, Maraí encantou-se com sua imagem refletida na água, sendo atraída para dentro do lago, de onde não mais voltou. A pedido dos peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a numa bela planta, ganhando o nome de Mumuru, a vitória-régia. 


Mandioca - o pão indígena


Mara era uma jovem índia, filha de um cacique, que vivia sonhando com o amor e um casamento feliz. Certa noite, Mara adormeceu na rede e teve um sonho estranho. Um jovem loiro e belo descia da Lua e dizia que a amava. O jovem, depois de lhe haver conquistado o coração, desapareceu de seus sonhos como por encanto. Passado algum tempo, a filha do cacique, embora virgem, percebeu que esperava um filho. Para surpresa de todos, Mara deu à luz uma linda menina, de pele muito alva e cabelos tão loiros quanto a luz do luar.
Deram-lhe o nome de Mandi e na tribo ela era adorada como uma divindade. Pouco tempo depois, a menina adoeceu e acabou falecendo, deixando todos amargurados. Mara sepultou a filha em sua oca, por não querer separar-se dela. Desconsolada, chorava todos os dias, de joelhos diante do local, deixando cair leite de seus seios na sepultura. Talvez assim a filhinha voltasse à vida, pensava. Até que um dia surgiu uma fenda na terra de onde brotou um arbusto.
A mãe surpreendeu- se; talvez o corpo da filha desejasse dali sair. Resolveu então remover a terra, encontrando apenas raízes muito brancas, como Mandi, que, ao serem raspadas, exalavam um aroma agradável. Todos entenderam que criança havia vindo à Terra para ter seu corpo transformado no principal alimento indígena. O novo alimento recebeu o nome de Mandioca, pois Mandi fora sepultada na oca.


Yara - a rainha das águas


Yara, a jovem Tupi, era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do rio Amazonas. Por sua doçura, todos os animais e as plantas a amavam. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos muitos admiradores da tribo. Numa tarde de verão, mesmo após o Sol se pôr, Yara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Sem condições de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada. Acabou por desmaiar, sendo, mesmo assim, violentada e atirada ao rio. O espírito das águas transformou o corpo de Yara num ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima, tornando-se peixe no restante. Yara passou a ser uma sereia, cujo canto atrai os homens de maneira irresistível. Ao verem a linda criatura, eles se aproximam dela, que os abraça e os arrasta às profundezas, de onde nunca mais voltarão.