terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A IRMÃ TEIMOSA


Em 26 de Julho de 2002 minha irmã do meio , então com 39 anos, faleceu em um trágico acidente de carro. Foi um dor muito grande que abateu-se sobre nossa família já então tão reduzida: somente meus pais e mais uma irmã.

Passados alguns meses, mais precisamente em Dezembro de 2002 (4 meses) eu estava a ponto de enlouquecer pensando em tudo que havia acontecido, como era trágico meus sobrinhos ficarem órfãos e tantas outras coisas que rodam nossa mente.

Em um Domingo a tarde meu filho mais velho (6 anos) estava na casa de uma amiga e minha filha mais nova (2 anos) estava dormindo. Depois de limpar a casa deitei-me um pouco na minha cama, eram mais ou menos umas 14:30, o sol a pique já que era verão, a janela do meu quarto estava entreaberta deixando entrar bastante luminosidade e a TV estava ligada.

Cochilei e de repente a voz de uma mulher cantando me acordou. Era minha irmã parada ali, no pé da cama. Senti meus olhos ficarem estatelados! Então ela deitou-se debruçando um pouco sobre mim. Ela usava uma camisa vermelha de gola alta e uma calça "black jeans", cheguei a ver os detalhes da costura do bolso da calça (era five pockets), os cabelos soltos de franjinha e muito brilhantes.

Então consegui falar: " - Mas Lilian, você morreu!..."

Ela abriu um sorriso e balançando a cabeça respondeu:

"- Não morri não! Eu to aqui, eu to aqui...."

Pensei: Se ela está aqui eu posso tocá-la. Fui levantando devagarzinho para beijar seu rosto e ao chegar a alguns centímetros dela ela se desfez em uma espécie de nuvem cinza, menos espessa que fumaça de cigarro mais parecida com nevoeiro cinza, quase uma sombra.

Aí sim eu pulei da cama como aquela sensação de estar caindo de algum lugar bem alto.

Acreditem: Minha irmã já apareceu em sonhos de outras pessoas afirmando que não morreu, ela era extremamente teimosa e eu acho que ela não se conforma até hoje do modo estúpido como morreu.

Há vida depois da morte, eu acredito.

A GAROTA NO VESTIDO DE BOLINHAS

Esse incidente aconteceu a cerca de 5 anos atrás.

Eu estava sentada em um balanço no quintal da frente de casa, desfrutando de um belo dia de primavera, quando eu vi uma garotinha, aparentemente de uns seis anos, em pé atrás de mim. Como o quintal de casa é aberto eu não estranhei ela estar ali. Ela estava com um vestido amarelo com bolinhas vermelhas e cheio de babadinhos, e tinha um cabelo negro bem curtinho. Eu falei "Oi! Você é nova na vizinhança?" Ela não respondeu. Ela só olhou para mim e depois correu.

Pela próxima semana inteira eu vi ela. Eu perguntava qual era o nome dela, mas ela nunca respondia.
Depois de uma semana vendo ela, eu comentei com a minha mãe sobre a garotinha. Quando eu descrevi ela, as minha mãe arregalou os olhos dela. Ela sussurrou para ela mesmo "não pode ser..." Eu perguntei o que ela quis dizer e ela me pediu para ir com ela. Nós fomos até a garagem e ela pegou um álbum antigo de fotos de dentro de uma caixa toda empoeirada.

Ela pegou uma foto do álbum e me mostrou. Era a garotinha que eu estava vendo.

"Essa é a sua tia. Ela morreu quando tinha sete anos. Ela foi enterrada com esse vestido".

A minha mãe mandou rezar uma missa para ela no dia seguinte, e depois disso, eu nunca mais a vi.

A FLORESTA

Isso aconteceu a mais ou menos 7 ou 8 anos atrás, eu estava com 8 anos e o meu irmão 11.

O meu irmão, Caio, e o amigo dele, Pedro, estavam brincando no jardim, e eu como gostava do meu irmão, fui junto deles. A gente ficou correndo lá fora por um tempo e então se cansou.

Tem uma pequena floresta que fica de um lado e atrás da minha casa, uma rua bem movimentada em frente de casa e uma casa do outro lado da minha. E tem um trilho de trem que passa por perto de casa, mas você tem que entrar na mata e andar um bocado, mas ele já está abandonado faz um tempão e nenhum trem passa lá.

Nós estávamos tão entediados que acabamos entrando na mata, sem ir avisar os meus pais antes. Um GRANDE erro para um garoto de 11 anos, um de 12 e uma de 8.

Nós estávamos andando pela floresta e nunca tínhamos ido tão longe assim. Eu queria voltar para casa (eu tinha 8 anos e era uma chorona), mas os garotos queriam ficar e eu não conseguiria voltar sozinha, então eu não tive escolha. Foi quando nós vimos os trilhos de trem. O Caio e o Pedro saíram correndo e eu fiquei ali parada e comecei a chorar. O Pedro, que era o bonzinho, voltou e falou que estava tudo bem, que eu não precisava chorar, que nós já estávamos voltando.

Nós começamos a andar de novo e fomos em frente, saindo dos trilhos e entrando no mato. Depois de um bom tempo andando, vimos mais para frente a mata se abrindo, eu fiquei relaxada e contente achando que era a minha casa já, mas quando chegamos perto, era o trilho de novo. A gente achou estranho, por que a gente tinha saído dele, mas como a gente fez algumas curvas, simplesmente achamos que tínhamos feito um círculo. Então víramos para trás e começamos a andar de novo.

Depois de mais um tempo andando, chegamos a um barranco que não tínhamos visto antes. O meu irmão, Caio, falou que sabia onde estávamos que já tinha ido lá subiu o barranco e continuou em frente. Mais alguns minutos depois e acabamos voltando para outro ponto dos trilhos. O meu irmão olhou para um lado, olhou para outro e andou um pouco mais para frente. Eu fiquei parada lá no meio do trilho olhando para um lado e para o outro dele pensando se algum trem passava por ali, com o Pedro do meu lado chutando uma pedra. O Caio voltou e falou, BEM NA MINHA FRENTE, "a gente ta perdido." Eu comecei a chorar de novo, mas o Caio simplesmente agarrou a minha mão e me arrastou para continuarmos andado como se tivesse tudo bem.

Ficamos andando por volta de mais uma hora seguindo o trilho. Foi ai que eu comecei a ouvir uma música tocando. Era maravilhosa e parecia ser uma flauta. Ela tocava e parava. Depois de um tempo tocava de novo. Quando eu ouvi primeiro, estava vindo da minha direita. Quando eu ouvi de novo, estava na minha direita ainda, mas mais para a frente. Eu comecei a seguir a música, e o Pedro e o Caio não querendo que eu me perdesse deles, vieram atrás de mim. A gente ainda estava nos trilhos e eu ouvi alguém andando em volta da gente e só queria voltar para casa.

Depois de algum tempo a música estava vindo de dentro da mata e para continuar seguindo ela, eu tinha que sair dos trilhos. O Caio tentou me segurar falando que a gente ia se perder mais ainda se continuássemos seguindo a música, e que era perigoso, porque a gente nem sabia quem tava tocando.

A música tinha parado de tocar e nós ficamos parados olhando para dentro da mata para o lugar onde tínhamos ouvido ela pela última vez. Eu ouvi o som de alguém andando atrás da gente na mata e a música tocou de novo na nossa frente, como se tivesse avisando que tinha algo atrás da gente. Eu não pensei duas vezes e corri na direção da música.

Ficamos andando por mais meia hora dentro da mata, ouvindo aquela flauta tocar, não uma música contínua, mas algumas melodias. Ela tocava e parava, as vezes fazendo a gente mudar de direção. Ela não parecia estar muito longe, mas não conseguíamos ver de onde estava vindo o som. Não víamos ninguém mais no meio da mata, não ouvíamos os passos de ninguém, o que é bem difícil de não se ouvir se tivesse mais alguém lá no meio do mato com a gente.

Após um tempo andando eu vi uma construção e a estrada. Nós saímos correndo para lá. Era um centrinho de compras aqui da cidade, onde tem uma padaria, umas lojinhas e alguns restaurantes. O centrinho ficava a alguns quarteirões da minha casa. Na frente da padaria estava a minha mãe, chorando, e o meu pai abraçando ela, falando com um policial. Assim que eu vi eles, eu sai correndo na direção deles. A minha mãe me abraçou e me pegou no colo e deu uma bronca no Caio por não ter avisado ela que ia sair. E esse foi o fim do pesadelo.

Até hoje eu não sei quem ou o que estava tocando a flauta e o que era que poderia estar no seguindo na floresta. Não sei se tem algum espírito bom ou mal, ou talvez os dois, lá dentro da floresta.

Eu já voltei algumas vezes lá depois do que aconteceu, mas não cheguei a ouvir o som daquela flauta tocando. E também não me perdi. Mas mais uma coisa que eu acho estranha, é que eu não entendo como nos perdemos. O caminho da minha casa até os trilho
s parece ser tão simples agora. Eu não sei se por que éramos pequenos, nos perdemos, ou se alguma coisa queria que nós

A FIGURA NEGRA

Até alguns anos atrás, o meu irmão Daniel e o namorado dele (é namorado mesmo) Marcelo estavam morando em uma casa de três quartos. Não deu muito tempo com eles morando lá até começar a acontecer algumas coisas bem assustadoras. As experiências pareciam se centralizar no Marcelo, para infelicidade dele

Numa noite, Marcelo estava dormindo sozinho no quarto de visitas (acho que ele e o Daniel estavam brigados, não tenho certeza). Ele teve aquela sensação que você tem quando tem alguém te observando, então ele abriu os olhos e viu uma figura escura, parecida com uma sombra, se curvando sobre ele, olhando ele deitado na cama. Ele não falou qual foi a reação que ele teve na hora, mas da pra ter uma idéia.

Ele encontrou a figura mais algumas vezes em varias ocasiões diferentes. Andando pelo corredor numa noite, por exemplo, ele percebeu que aquilo estava andando pelo corredor vindo na direção dele. Aconteceu tudo tão depressa e tão de repente que antes que ele pudesse fazer algo, aquilo atravessou ele e passou batido como se ele não estivesse lá. Ele falou que quando isso aconteceu ele ficou totalmente congelado, como se estivesse dentro de uma geladeira, e que os pêlos do braço e da nuca dele se arrepiaram todos.

O Daniel e o Marcelo, depois de um tempo, fizeram uma redecoração na cada, o que consistiu em aumentar a sala um pouco empurrado uma das paredes, com isso eles acabaram aumentando o corredor também, que passava do lado dessa parede. Esse era o corredor que ia pros quartos e para o banheiro.

Numa noite, o Marcelo estava entrando no corredor quando ele viu a figura. Aquilo foi seguindo pelo corredor, mas de repente se virou e atravessou a parede, na parte nova dela que o Daniel e ele tinham construído. Marcelo sabia que o Daniel estava sentado no sofá vendo TV na sala do outro lado da parede. Ele parou por um instante e gritou "uh, Dani, você viu isso?" E o Daniel respondeu "....vi...." O Daniel falou depois que viu aquilo atravessar a parede, passar pela sala, entrar na cozinha, atravessar a porta e ir para a garagem, onde desapareceu. O Daniel e o Marcelo acharam que a figura estava indiferente com o desenho novo da casa e os seus movimentos ainda eram determinados pelo esquema velho da casa.

O Daniel e Marcelo continuaram a encontrar as figura, mais durante o dia. Ainda parecia ser atraído para o Marcelo, especialmente quando ele estava dormindo, ou tentando dormir, e eu acho que ele finalmente, depois de um tempo, já não agüentava mais aquilo. Numa noite quando ele abriu os olhos e viu a sombra quase sobre ele de novo, ele pulou da cama, acendeu as luzes e, falando muitas obscenidades, falou em alto e bom som para que o fantasma deixasse ele em paz. O Daniel falou que ouviu ele berrando do outro quarto (eles deviam estar brigados de novo). O Marcelo não teve mais problemas com a figura visitando ele de noite depois disso, mas o Daniel continuou vendo a sombra atravessar a sala muitas vezes depois.

Os dois acabaram contando as histórias deles para um cara lá da vizinhança deles depois de um tempo, e esse cara já tinha morado lá naquela casa por acaso, e sabia tudo sobre todos da vizinhança. Ele falou que nos anos setenta, um garoto tinha morrido lá naquela casa, aparentemente de overdose de drogas. O quarto dele era o quarto de visitas, o que não me deixou nada contente, pois é naquele quarto que eu ficava sempre que ia visitar o meu irmão, mas apesar de tudo, eu nunca vi nada lá.

Mais algumas coisinhas estranhas que acontecem naquela casa, de noite, O Daniel e o Marcelo ouvem, as vezes, o som de algum jogo de futebol vindo de algum rádio dentro da casa, mas nunca conseguem encontrar a fonte do barulho, sendo que os dois aparelhos de som deles estão sempre desligados quando isso acontece.

E finalmente, um dos garotos da vizinhança que toma conta do cachorro deles quando eles estão fora da cidade teve uma estranha experiência. Ele estava cuidando do cachorro por uns dias e num dos dias quando ele entrou na casa, encontrou vários pratos sujos na pia, onde não havia nenhum antes. Sabendo que ninguém tinha estado na casa (ou pelo menos não deveria ter), ele ficou assustado e saiu correndo de lá. Quando o Daniel e o Marcelo chegaram no dia seguinte, não tinha nada na pia. Bem estranho isso.

O Daniel e o Marcelo se mudaram daquela casa a alguns anos atrás e estão felizes da vida por não estar encontrando atividade paranormal nenhuma na casa nova.

A ESTRADA PARA O TERROR

 "O que o Além nos reserva no próximo segundo de nossas vidas? Que mistérios guarda nos caminhos mais distantes e isolados?
Muitas vezes os trajetos que surgem em nossas viagens e andanças, podem nos levar à algo"Além da Imaginação."


Tudo começou em uma noite que estava muito quente e escura.
Era uma noite de verão com uma lua nova e a única coisa que iluminava o céu, eram as estrelas.

Nós estávamos no carro, sem rumo, tentando matar o tédio. Coisa difícil quando se mora em uma pequena cidade do interior paulista. Éramos em cinco no total, minha namorada, o irmão mais novo (que não desgrudava dela), a prima deles, um amigo meu e eu, todos apertados dentro daquele Palio.

Depois de andar um pouco pela cidade, resolvemos sair da região mais urbana e pegar as estradas que circulam a cidade.
Depois de um tempo já estávamos em uma estrada de terra completamente escura, sem poste ou identificação nenhuma.
"Eu acho que a gente nunca passou por aqui antes" a minha namorada falou, e realmente eu não me lembrava de ter estado por lá antes. Como era um lugar "novo" resolvemos continuar em frente, e ver onde ia dar.
Depois de uns 20 minutos naquela estradinha, chegamos a uma bifurcação.
Uma das estradas que saía de lá, estava bem mal cuidada, parecia não passar carro por lá já fazia muito tempo, com o matagal já tomando a estrada de novo.
A outra estrada que saía da bifurcação, parecia ser a continuação da estrada que estávamos.
Como estávamos nos sentindo aventureiros, o meu amigo sugeriu pegarmos a estrada mais mal conservada, e foi o que fizemos.

Como ela estava muito ruim não pude ir muito rápido. A estrada passava por um terreno com uma vegetação baixa, mas a cerca de uns 20 metros à direita dela o matagal já virava uma floresta mais densa com árvores grandes, à esquerda a distância entre a floresta e a estrada já era uns 10 metros. Cerca de uns 40 minutos depois ainda estávamos passando pela estrada.
Então alguma coisa na nossa frente chamou a nossa atenção. Haviam umas árvores caídas no chão, bloqueando a estrada.
Nós pensamos o que fazer e depois de alguns minutos resolvemos tirar as árvores e continuar em frente.
Eu e o meu amigo descemos do carro e com algum esforço conseguimos limpar o caminho.
Então voltamos para o carro e continuamos a seguir a estrada.

Menos de 20 minutos depois, acabamos chegando no fim da estrada. Ela ia parar em uma casa.
Um casarão para ser mais exato. Nós achamos estranho ter uma casa daquelas ali, tão longe da cidade, quase escondida no meio do mato. E que casa! Tinha dois andares e um monte de janelas espalhadas por toda a fachada, contamos 8 em baixo e 9 janelas no andar de cima.
A porta de entrada era imensa, com uns degraus de pedra na frente, assim como os batentes.
A casa estava completamente acabada, as janelas pareciam estar podres.

Já que tínhamos tido tanto trabalho para chegar lá, resolvemos dar uma olhada dentro da casa. Só que como não tínhamos uma lanterna, eu deixei o carro apontando para as janelas e liguei o farol alto.
Apesar da aparência de podridão, a porta era bem sólida e pesada, e estava muito bem trancada.
O jeito foi tentar uma das janelas. Sem muito esforço, conseguimos abrir uma, que quase desmanchou quando puxamos.
O meu amigo entrou primeiro, para dar uma olhada lá dentro, ver se o chão não tava podre, se o teto ou as paredes não pareciam que ia cair ou qualquer coisa assim do gênero.
Depois de algum tempo ele apareceu na janela de novo, falando que estava tudo bem.
Então o irmão mais novo da minha namorada entrou, depois a prima da minha namorada, depois a minha namorada e então eu.

Nós tínhamos entrado em uma sala, que parecia ser uma sala de jantar.
Ela estava quase vazia, a não ser por umas cadeiras velhas de madeira jogadas em um canto. O chão também era de madeira e rangia e estalava muito enquanto andávamos.
Abrimos mais duas janelas para iluminar melhor lá dentro.
Depois de dar uma boa olhada nessa sala, resolvemos dar uma olhada no resto da casa.
Essa sala tinha duas portas, uma porta dupla à direita, que ia para uma outra sala, onde estava a porta de entrada e uma porta menor à frente, que levava para a cozinha. Nós fomos pela porta dupla, indo parar em uma sala muito grande, a sala de entrada. Esta sala tinha a porta de entrada à nossa direita (frente da casa) e uma escada à esquerda que levava ao segundo andar, mas a escada estava completamente podre e quebrada, o que impedia que subíssemos para o segundo andar.

Nós abrimos algumas janelas para iluminar essa sala também. Nós só estávamos conversando e andando pela sala quando o irmão da minha namorada falou que escutou um barulho vindo do andar de cima.
Nós pensamos que ele queria simplesmente assustar a gente, então todos nós ouvimos o barulho.
Era o mesmo barulho que o chão fazia quando a gente pisava nele. "Deve ser a o barulho da casa acentando" o meu amigo falou, "é só a casa estalando, ela já está velha". Então ouvimos o som de novo, e de novo.
Pareciam passos, em algum lugar lá em cima. Não dava para dizer direito de onde vinha.
Então todos, menos a prima da minha namorada, nos aproximamos da escada, para tentar ver se conseguia ouvir alguma coisa lá de cima. Então ouvimos o som de novo, três passos e de repente parou.

O irmão da minha namorada falou "será que tem alguém lá em cima?" mas ninguém respondeu.
Então nós ouvimos um grito estridente, mas não estava vindo de lá de cima, e sim da janela. Era a prima da minha namorada. Enquanto nós fomos ver a escada ela ficou na janela, olhando lá fora.
Ela veio correndo na nossa direção e começou a falar que tinha alguém o lado do carro.
Quando ela falou isso, eu senti o meu sangue esfriar e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram.
A minha namorada grudou em mim e tremia toda.
"Você tem certeza que você viu alguém do lado do carro?" o meu amigo perguntou. "Tenho, eu vi.
Eu não vi de onde veio, mas estava parado do lado da porta do passageiro!" Ninguém estava com a mínima coragem de ir ver se realmente tinha alguém lá. Então as luzes do farol começaram a ficar fracas.
"O que é isso? O que está acontecendo?" o irmão da minha namorada perguntou. "Acho que a bateria do carro esta acabando." eu respondi. A minha namorada começou a apertar a minha mão e a chorar falando que aquilo não era hora para a bateria do carro acabar. Nós todos estávamos com medo.

Alguns segundos depois, a luz do farol do carro apagou completamente. Nós cinco ficamos no mais completo silêncio.
Então o meu amigo falou "alguém vai ter que ir lá no carro ver o que aconteceu, ou pelo menos ligar ele, e claro que esse alguém era eu. Algum tempo depois eu resolvi que não tinha outro jeito, eu ia ter que ir lá fora mesmo, no escuro.
Eu falei que eu ia, e que era para eles ficarem onde estavam.
Eu tentei fazer o mínimo de barulho possível, até chegar na janela. Mesmo com os olhos acostumados com a escuridão, eu não conseguia ver nada, só uma sombra mais escura que eu esperava ser o carro, e só o carro. Eu pulei a janela e fui devagar, segurando a chave do carro.
Quando eu cheguei no carro, eu abri a porta e a luz interna acendeu.
Eu achei isso estranho, já que se a bateria tivesse acabado, a luz de dentro do carro não acenderia.
Então eu vi que o farol estava desligado. Aí eu senti aquele arrepio subir a coluna de novo.
Apesar do carro estar destrancado, nós não ouvimos a porta abrir ou fechar, como é que alguém ia conseguir desligar o farol sem abrir a porta? E por que ao invés do farol simplesmente apagar, ele foi ficando fraco até apagar?

Eu acendi o farol e antes que eu pudesse pensar no que estava acontecendo, o resto do pessoal saiu voando pela janela da casa, berrando de pavor. A minha namorada e o irmão dela estavam chorando, a prima deles estava com uma cara de completo pavor e o meu amigo estava mais branco que uma vela. Eles praticamente se jogaram dentro do carro e começaram a gritar para eu trancar as portas e ir embora.
Sem entender nada, mas já completamente apavorado, foi exatamente o que eu fiz. Foi um alívio quando o carro pegou de primeira. Eu fiz a volta e disparamos pela estrada de novo. Eu perguntava o que tinha acontecido, mas a minha namorada só estava tentando acalmar o irmão dela, que estava chorando (assim como ela).
A prima deles estava muda e o meu amigo só falava para eu não parar, para continuar em frente.

Quando todos já estavam começando a ficar mais calmos de novo, a minha namorada e o irmão dela já tinham parado de chorar, a prima deles já estava falando (ela só falava "já estou melhor" e mais nada), eu virei para o meu amigo que estava no bando de trás e perguntei o que tinha acontecido. Quando eu estava olhando para trás, a minha namorada que estava no bando do meu lado berrou "PARA!!!!" Com o susto eu sentei o pé no freio. O carro derrapou um pouco, mas parou.
Todo mundo dentro dele voou para frente. Quando nos arrumamos dentro do carro de novo eu olhei para a minha namorada e perguntei o que era. Então eu vi que ela estava chorando de novo, apontando o dedo para a frente.
A mão dela tremia. Então eu vi o que era. A estrada estava cheia de árvores de novo, tampando o caminho.
"Vocês não tinha tirado as árvores do caminho?" a prima da minha namorada perguntou.
Eu falei que sim, que a gente tinha tirado. Isso foi o suficiente para o irmão da minha namorada começar a chorar de novo.
Eu comecei a olhar em volta, para ver se eu via alguém, ou alguma coisa.
Depois de um tempo eu olhei para o meu amigo e falei "A gente vai ter que sair para limpar a estrada.
Não tem outro jeito." ele falou par eu passar por cima das árvores mesmo.
"Se eu for com tudo, o carro vai bater nos troncos, e ou vai ficar preso e a gente não sai, ou vai furar pneu, ou vai arrebentar alguma coisa e a gente também não vai sair daqui.
A única opção é a gente limpar a estrada. Depois de um tempo em silêncio ele concordou.

Nós dois saímos e fomos em direção às árvores tombadas no chão. A minha namorada fechou a porta do carro e as trancou (e ainda por cima com a chave dentro, legal ela, né?).
Dessa vez tinha muito mais árvores do que antes. Com muito cuidado e prestando atenção em tudo em volta nós começamos a arrastar as árvores para fora do caminho. Quando finalmente limpamos o caminho, olhamos um para o outro, com um olhar no rosto que dizia, vamos embora daqui.
Quando estávamos voltando para o carro, nós ouvimos um barulho no mato.
Nós paramos no lugar e olhamos à nossa esquerda. Não dava para ver nada, ainda mais com o farol do carro na nossa cara.
Então de repente alguns passarinho saíram voando de onde o barulho estava vindo.
Isso foi o suficiente para nós dispararmos em direção ao carro. O pior foi que quando chegamos lá, ninguém queria abrir a porta para a gente. A gente ficou batendo na janela, mas o pessoal dentro do carro só estava chorando e berrando.
Eu e o meu amigo já estávamos quase entrando em pânico, ele já estava procurando uma pedra para quebrar a janela para entrar no carro quando a prima da minha namorada finalmente destrancou a porta.

O meu amigo entrou pela porta do motorista mesmo e se jogou no banco de trás e eu fui atrás dele.
Mal eu sentei no banco já meti o pé no acelerador, a porta fechou com o carro disparando.
Mas apesar da velocidade com que a gente saiu, nós ainda conseguimos ver, saindo do meio do mato, alguma coisa, parecia uma mancha escura com formato humano. E era muito alto aquilo, parecia ter mais de 2,5 metros.
A minha namorada e a corajosa família dela se desesperaram quando viram aquilo. Começaram a chorar feito bebê assustado.
Desde aquele ponto até chegar na estrada de terra eu não diminui a velocidade, estava indo com o pé no fundo.
O carro estava pulando mais do que boi bravo, naquela estrada esburacada e mal conservada.
Quando chegamos na estrada de terra melhor conservada, eu entrei com tudo e também não diminui a velocidade.
Chegando na estrada de asfalto, já estávamos um pouco mais calmos, e eu finalmente relaxei o pé no acelerador.
Ninguém falou nada até chegarmos na cidade.

Quando chegamos fomos direto para a casa da minha namorada. Os pais dela tinham saído.
Enquanto ela, o irmão dela e a prima deles entravam na casa, eu puxei o meu amigo para o canto e perguntei o que tinha acontecido dentro da casa para eles saírem correndo daquele jeito.
Ele falou que quando eu estava lá fora no carro eles ouviram mais alguns passos no andar de cima.
Eles ficaram prestando atenção se conseguiam descobrir o que era, quando de repente veio um som, do topo da escada, de como se alguém estivesse segurando a respiração e soltasse de repente.
Ele falou que depois disso veio um cheiro de podridão, como se tivesse algum bicho morto lá a mais de uma semana.
O barulho daquela respiração estranha já tinha assustados eles o suficiente para saírem correndo, mas bem nessa hora eu liguei os faróis do carro, então eles viram uma coisa meio sem forma que estava saindo da cozinha, mas parece que quando eu liguei o farol do carro, a luz assustou ela, por que ela voltou para a cozinha na hora. Foi ai que eles entraram em pânico e saíram correndo.
Ele falou que não deu para ver o que era direito, eles praticamente viram um mancha preta voltando para a cozinha só.

Até hoje eu não sei no que foi que a gente esbarrou. O irmão da minha namorada tem pesadelos até hoje com aquela noite e não gosta nem um pouco de falar no assunto. A minha namorada fica muito brava se eu tento fazer ela falar algo sobre aquela noite.
A prima deles é a única que fala alguma coisa mas também não gosta de falar muito no assunto.
Eu sei que além do susto todo que a gente tomou, a suspensão do meu carro ficou completamente arruinada depois da nossa fuga. Eu tive que mandar refazer ela toda.

Eu nunca mais voltei para aquele lugar e nunca mais quero voltar.
As vezes me perguntam onde é que fica, por que ninguém acredita na minha história, mas eu não falo.
Se aquela estrada estava bloqueada, deve ser por um bom motivo.

A ESCOLA DO DIABO

Eu já tive muitas experiências com fantasmas. Eu vou mandar tantas quanto for possível, mas eu irei começar com essas 2.

Quando eu tinha 13 anos eu morava em uma cidade perto de Curitiba. Tenho muitas histórias de fantasma que aconteceram lá, mas dessa vez vou contar sobre 2 que me marcaram muito.

Eu morava na mesma rua onde ficava a escola que a minha mãe trabalhava. Essa escola tinha muitas histórias de fantasmas. Mas o mais famoso fantasma era o de um bandeirante que podia ser visto andando pelo telhado da escola de noite. Eu nunca vi o bandeirante pessoalmente, mas eu vi algo estranho. Eu tinha uma irmã mais velha que morava depois da escola. Uma noite depois de visitar ela, eu e uma amiga estávamos passando pela frente da escola. Estava tudo escuro, só tinha a luz da lua para iluminar o nosso caminho e um poste aqui e outro lá na frente. Na frente da escola não tinha poste nenhum. Quando nós estávamos passando pela frente da escola eu olhei para a lua cheia, mas enquanto eu olhava para cima para a lua, eu vi alguma coisa refletindo a luz dela no telhado. Era uma espada... a lâmina da espada estava refletindo a luz da lua! A minha amiga ficou apavorada, mas eu achei bem legal. Pena que não deu pra ver mais nada direito porque a minha amiga saiu correndo e eu tive que ir atrás dela.

Essa outra história foi, na verdade, bem mais assustadora. Numa noite um grupo de amigos e eu decidimos passar a noite no campo. Nós escolhemos um lugar chamado toca do diabo, que é uma grande formação rochosa. É um lugar bem legal onde você pode escalar pedras e entrar em pequenos túneis. Nós éramos em 7. Depois de um tempo lá decidimos ir dormir, então pegamos os nossos sacos de dormir e nos ajeitamos. Depois de um tempo deitados e quase dormindo ouvimos o que parecia ser tiros. Parecia uma salva de tiros, na verdade, muitos tiros. Parecia que estava vindo do topo de uma das colinas que tinha ali, a toca do diabo ficava no pé da colina. Nós levantamos e olhamos na direção do topo da colina. Lá em cima nós vimos o que parecia ser um bandeirante com uma flecha no peito e um outro ajudando ele a andar, vindo na nossa direção. Nós ficamos ali parados, totalmente paralisados de medo. Enquanto os bandeirantes chegavam mais perto eles começaram a desaparecer. Isso pareceu quebrar a paralisia e nós saímos correndo dali. Nós contamos o que aconteceu para os nossos pais, e eles acreditaram em nós. Eu fiquei apavorada vendo aquilo acontecer, mas agora eu me sinto bem privilegiada vendo aquilo.

Essas histórias são verdadeiras e foram escritas do jeito que eu me lembro delas. Eu espero que você tenha gostado. Eu vou mandar mais coisas no futuro. Até a próxima... E lembre-se, tranque as suas portas e janelas, e deixe uma lâmpada acesa, ou até duas, nunca se sabe o que pode acontecer no escuro...

A CURIOSIDADE MATOU O GATO

"Vale a pena arriscarmos nossa segurança somente para satisfazer uma curiosidade?
Isso pode não ser uma boa idéia, principalmente quando se trata de algo sobrenatural!"



O que vou contar aqui aconteceu comigo quando eu arrumei um emprego no ano de 2002 em um shopping de São Paulo (por motivos óbvios não vou falar qual).

Eu estava trabalhando na administração do shopping, que fica na cobertura.
Todo dia na hora de ir embora (sempre depois das 22:00') todos os funcionários estavam cansados e todos queriam tomar o elevador até o piso térreo ou a garagem e com isso o elevador sempre ficava lotado.
As vezes dava quatro viagens até todo mundo conseguir descer.
Eu como sempre tive pressa, nunca esperava o elevador chegar e descia pela escadaria, mas ninguém nunca vinha comigo.
Eu sempre era o único nas escadas na hora de ir embora.
Eu não achava estranho, então nunca perguntei nada e ninguém nunca me falou nada.
Eu só achava que estavam todos cansados demais para descer as escadas.
Bom, já fazia três meses que eu estava lá e sempre na hora de ir embora, lá ia eu pelas escadas.
Num certo dia eu estou descendo e escuto passos vindo lá de cima.
Então eu pensei "finalmente alguém mais viu que as escadas são mais rápidas que os elevadores", e não pensei nada de mais sobre aquilo.
E assim a vida continuou. Nos outros dias, eu continuei descendo as escadas e as vezes os passos apareciam.
Nunca vi quem era, e nunca tinha uma hora ou dia certo, o que me fazia pensar que era alguma outra pessoa.
Até que um dia eu notei que depois que eu sai das escadas e bati a porta de metal (era uma dessas portas de metal contra incêndio que sempre batem quando a gente passa por elas, fazendo um grande estrondo) ninguém saiu depois.
Eu continuei andando devagar, na curiosidade de ver quem era que descia as escadas, só que ninguém saiu.
Eu fui andando por toda a extensão do corredor e nada, e olha que era um corredor bem grande. Ninguém saiu.
E se fosse alguém que estava indo para a garagem, teria que sair da escadaria que vinha lá de cima e entrar na escadaria que ia para a garagem, porque elas eram separadas.
Aquilo me deixou curioso. Nos dias seguintes eu descia as escadas esperando os passos aparecerem para ver quem era e nada, nenhum barulho a não ser os meus próprios passos.
Depois de duas semanas eu finalmente ouvi os passos na escadaria e resolvi ir mais devagar para ver quem era, só que no que eu diminuía o meu passo, o outro passo (o misterioso) começou a ir mais rápido e de repente começou a correr.
No que eu ouvi o barulho do outro passo correndo, eu disparei escadaria a baixo.
No que eu cheguei no piso térreo em frente à porta de saída o som do outro passo estava vindo do lance de cima, logo depois que a escada virava.
Eu abri a porta e me joguei lá pra fora e sai correndo.
No meu desespero nem vi o homem da limpeza. Passei por cima dele e nós dois fomos pro chão.
Eu olhei para a porta fechada esperando ela se escancarar e sair alguma coisa de lá de dentro, mas nada saiu, a porta continuou fechada.
O homem da limpeza era um senhor com uma idade já avançada, com os seus quase 70 anos, e era um dos funcionários mais antigos do shopping.
Depois que eu sai de cima dele e o ajudei a levantar ele viu como eu estava ofegante e com os olhos arregalados olhando para a porta.
E nada nem ninguém saia por ela. Ele pegou no meu ombro e falou: "Filho as escadas não são um bom lugar para você ficar brincando".
Então eu falei que só estava indo embora e estava com pressa, por isso tinha descido correndo.
Ele olhou no meu olho e falou: "A escadaria não é um bom lugar para você, e você não deve brincar nela".
Eu perguntei porque as escadas não eram um bom lugar pra mim e ele simplesmente me olhou, soltou uma risadinha feito essas de pai de santo de televisão e falou "he he he he. Elas não são lugar para você, meu filho. Você só precisa saber disso.
Agora vai pra casa. he he he". e ele continuou com a vassoura dele pelo corredor.
Eu achei aquilo meio estranho e fui para casa. No dia seguinte eu estava com a coragem renovada e a curiosidade era maior que o medo.
O dia todo sempre que eu tinha que descer ou subir, ia pelas escadas, só que agora elas estavam com gente subindo e descendo também.
Na hora de ir embora tinha aquela multidão em frente do elevador.
Eu olhei para a escada e lá estava ela, me esperando, vazia, fria, silenciosa.
Então eu abri a porta coloquei a cabeça lá dentro, dei uma olhada, e nada. nenhum barulho.
E lá fui eu descendo num passo normal, nem devagar e nem rápido, com o coração batendo rápido, a boca seca, o ouvido atento a qualquer barulho. Mas eu desci a escada inteira e nada. Nenhum barulho. No dia seguinte a mesma coisa. E assim foi por mais uns dias.
Depois de quase um mês do ocorrido, já tinha esquecido de tudo, já descia as escadas como se nada tivesse acontecido.
Até que um dia lá estava eu descendo a escadaria relaxado desatento e de repente "tof".
No que eu ouvi o barulho meu coração disparou, minha boca secou, e um comichão correu pelo meu corpo inteiro.
Depois veio outro "tof". Era o mesmo barulho. Parte de mim falou "CORRE DESGRAÇADO! CORRE FEITO VOCÊ NUNCA CORREU NA VIDA!!! CORRE!!!" mas a curiosidade foi maior.
A única coisa que eu consegui fazer foi me agarrar no corrimão para não sair correndo.
E os outros passos começaram a ficar mais rápidos.
No que eles chegaram no lance de cima do que eu estava, do outro lado da parede, o meu coração foi parar na boca.
Meu corpo inteiro gelou, não sabia se era o ambiente que estava gelado ou se era só o meu corpo, mas parecia que eu estava num cubo de gelo.

A minha respiração parou, e tudo isso só de ouvir o barulho no lance de cima.
Eu pensei "é agora, seja o que for vai aparecer agora" e no que o barulho chegou na esquina, tudo apagou.
Só me lembro de ter ficado tudo escuro e um silêncio mortal.
Eu não via nada, não ouvia nada e o pior é que não sentia nada. Parecia que eu estava dormindo.
Mas a minha cabeça estava acordada e eu estava começando a entrar em pânico.
Depois de um tempo, eu comecei a sentir o tato de novo, as minhas costas estavam frias, e a minha cabeça doía atrás.
Um brilho começou a aparecer bem devagar, só que não era centralizado, parecia vir de todo lugar.
Foi quando eu notei o que estava acontecendo. Eu estava deitado na frente da porta, do lado de fora da escada.
O frio nas costas era do chão de mármore, a luz no olho era a luz ambiente que o meu olho estava começando a captar de novo, aos poucos.
Quando eu consegui, me levantei meio zonzo e sentei num banco que tinha perto.
A dor atrás da cabeça era tão forte, parecia que alguém tinha simplesmente me jogado lá, e quando eu caí atingi o chão com a cabeça.
Como eu tinha parado lá eu não tinha idéia, só sei que eu estava no segundo andar quando tudo aconteceu.
Olhei no relógio e não fazia nem 5 minutos que eu tinha saído do escritório (pra mim pareceu quase uma hora o tempo que eu fiquei apagado).
Basta dizer que eu nunca mais desci a escada na hora de ir embora.
Um dia eu encontrei o homem da limpeza e ele falou pra mim num tom meio sarcástico: "Eu falei que a escada não era lugar pra você! he he he".
Outra coisa estranha foi que eu nunca falei pra ninguém o que tinha acontecido lá, mas ele sabia.
Quando eu comecei a tomar o elevador, o pessoal do escritório olhava pra mim com uma cara de "finalmente tomou juízo".
Mas eu nunca falei disso com ninguém de lá e ninguém nunca me falou nada sobre aquela escadaria, a não ser o homem da limpeza, e tudo o que ele falou foi o que eu coloquei aqui.
Eu nunca cheguei a ver o que era que fazia o barulho, mas o que aconteceu foi o suficiente para matar a minha curiosidade.
Agora eu sei o que significa aquela expressão "A curiosidade matou o gato".