terça-feira, 3 de setembro de 2013

SER ESTRANHO NO ARMÁRIO

"Criaturas estranhas e sinistras habitam o universo, surgindo e desaparecendo misteriosamente, e provocando durante suas curtas visitas fenômenos assustadores e inexplicáveis."

É dificil para mim escrever sobre isso, pois até hoje só contei sobre o acontecido com minha namorada, a qual não me deu muita atenção, motivo pelo qual evito de comentar a respeito, pois tenho certeza de que muitos não acreditarão. Mas eu juro que o que vou relatar a seguir é a mais pura verdade, e não foi nenhum tipo de ilusão ou miragem. Aconteceu de verdade comigo.
O ano era 1996, final de ano. Nessa data minha mãe alugou uma casa na Praia do Tomo no Guarujá, e eu estava todo feliz.
Eu tinha meus 11 anos naquela época, e sempre adorei praia. Então fomos eu, minha mãe, minha irmã, minhã avó, e meus dois tios.
Chegando lá entramos na casa, a qual era enorme. Quando vi o tamanho da casa, fiquei mais empolgado ainda e fui logo colocar as minha coisas no quarto, sendo que minha avó foi junto pois eu iria dividir o quarto com ela.
No quarto haviam duas camas e um armário embutido próximo a cama. Acabamos de arrumar as nossas roupas e fomos para a praia, com aquela ansiedade toda.
Chegando lá eu me lembrei da minha bola de futebol que havia esquecido na casa. Então minha mãe me deu a chave para eu ir lá buscá-la, pois não era tão longe.
Fui até a casa, e fui entrando lá sozinho. Até aí tudo bem, mas quando abri a porta principal senti uma sensação estranha, algo que eu nunca havia sentido antes. Lá fora estava muito calor aquele dia e lá dentro da casa estava um frio terrível, mas muito frio mesmo. Bem, mesmo assim fui até o quarto pegar a minha bola, a qual eu tinha certeza que que estava debaixo da cama. Só que quando ohei embaixo da cama, ela não estava lá. Eu estranhei, e fui então procurar no restante da casa, e nada.
Pensei comigo mesmo: "será que eu fui tão idiota de colocar a bola no armário e nem percebi?"
Então fui até o armário dar uma olhada, e quando abri a porta levei um baita susto, pois ví lá dentro um ser inexplicável, com olhos vermelhos, e uma boca enorme e cheio de cortes.
Então imediatamente fechei o armário e saí correndo feito um louco e acabei nem fechando a porta da frente da casa.
Quando cheguei na praia minhã mãe perguntou o que havia acontecido pois eu estava paáido, quase branco. Então eu disse que não havia acontecido nada, e ela me perguntou da bola e eu disse que não havia encontrado.
Naquele dia eu fiquei apenas sentado na praia sem vontade de nada. Então no meio da tarde voltamos para a casa eu fui o último a entrar. Minha mãe me deu uma bronca sobre a porta que eu não havia trancado. Olhei e ví a minha avó entrando no quarto e então eu fui atrás dela.
Quando cheguei lá, para o meu espanto, a minha bola estava bem no meio do quarto. Minha avó até brincou comigo dizendo: "poxa, como você não conseguiu achar a bola, sendo que ela estava bem no meio do caminho?"
Eu não tenho nem idéia do que era aquela criatura que eu vi no armário. Depois daquele dia eu não ví mais nada, mas até hoje eu tenho a imagem daquele ser bizarro em minha mente .



Antonio - S.P. 

Vulto Sinistro no Quarto

"Olhe sempre ao seu redor, mesmo que seja um lugar inabitado, pois com certeza não estamos sozinhos!"
Meu nome é Vítor, sou de Salvador, Bahia, e tenho 34 anos.
O que vou contar aqui se passou à alguns anos em Ilhéus/BA, e foi realmente verdade.
Eu estava de férias e fui passar alguns dias na casa do meu tio, que mora em Ilhéus.
Eu gostava de ir para lá , pois é um lugar muito agradável e tranquilo, tanto para descansar, como também para conseguir algo para se divertir.
Em um certo dia, eu e meu primo tínhamos voltado da rua num sábado à noite após sairmos para dar uma volta.
Como o terreno da casa era grande, a construção era espaçosa e foi sendo adaptada durante os anos, sendo que o quarto em que ficávamos fosse do lado de fora da casa.
Quando chegamos em casa, meu primo ficou na sala assistindo televisão com meu tio, e eu fui para o quarto tomar banho, pois havia um banheiro próprio (tipo suite). O quarto ficava a uns dez metros da casa.
Quando eu estava me aproximando do quarto, de repente eu notei que havia um vulto parado na porta aberta do quarto. Eu não podia ver direito quemera pois a luz do quarto estava acesa e ofuscava minha vista.
Sem pensar muito eu continuei andando na direção do quarto e fui perguntando se era meu o primo que estava na porta, mas "aquilo" não respondeu. Quando eu fui me aproximando mais do quarto, o vulto foi entrando e fechando a porta e se encostando na parede do lado de dentro. Eu percebi isto, pois pela fresta da porta dava pra ver que ele fazia tal ação.
Comecei a dizer para que ele parasse de brincadeira, pois eu pensava que era o meu primo aprontando alguma comigo. Então disse que se ele não abrisse a porta eu ia entrar com tudo no quarto.
Depois do aviso, dei um ponta-pé na porta e ela se abriui com tudo. Entrei no quarto e fiquei surpreso quando notei que não tinha ninguém atrás da porta.
Comecei a procurar por todo o quarto, nos armários, no banheiro, e em toda parte, mas não encontrei ninguém e não tinha nem como ter saído pela janela, pois tinha grades de ferro.

Foi aí que eu fiquei realmente assustado e voltei correndo para dentro da casa. Quando cheguei lá meu primo continuava na sala assistindo televisão com meu tio. Então, ofegante, lhe perguntei se havia saído em algum momento, e ele disse que não e meu tio confirmou. Contei o que aconteceu e eles não sabiam me dizer o que poderia ter sido aquilo.
Não sei o que era aquilo e o que fazia no quarto, nem tão pouco porque fechou a porta e ficou me esperando do lado de dentro, só sei que não quis mais ficar naquele quarto por nada e passei o resto das minhas férias dormindo no quarto dos meus tios, pois fiquei completamente apavorado!
 
Vitor - Salvador - BA 

UMA HISTÓRIA REAL


Eu adoro histórias de fantasmas, já li todas desse site, e eu sempre me perguntei se viveria alguma coisa parecida com o que tem por aqui.

Na semana passada, depois de ler mais algumas histórias de fantasmas, eu estava me preparando para dormir. Arrumei o alarme do aparelho de som para tocar cedo no dia seguinte, entrei em baixo das cobertas, apaguei a luz do abajur e me deitei para dormir.

O aparelho de som fica em uma mesa na frente da minha cama. Tem um relógio digital nele, que ilumina um pouco o quarto com uma luz azul bem fraca. Se eu levantar um pouco a cabeça, da para ver ele.

Eu estava quase dormindo, quando eu fui ver que horas eram. Demorou um pouco para eu conseguir focalizar o olho no relógio e conseguir distinguir os números. Quando eu estava quase conseguindo ver, alguma coisa parou na frente do relógio.

O meu coração disparou. O sono tinha ido completamente embora. Eu tentei acender a luz, mas a minha mão não achava o interruptor do abajur. Depois de alguns segundos de pânico eu finalmente encontrei ele. Enquanto os meus olhos se ajustavam com a claridade eu imaginava o que podia ser aquilo. E ali, sentada na minha cama, com o coração disparado, a respiração ofegante, e com a mão tremendo eu vi aquilo...

Uma desgraçada de uma maldita mariposa do tamanho da minha mão, que tinha pousado bem em cima do relógio do aparelho de som. Depois de ver a bichinha parada ali eu me senti tão idiota.

Não foi dessa vez que alguma coisa sobrenatural aconteceu comigo. Algum dia ainda vou presenciar alguma coisa desse tipo? Não sei. Mas um conselho para todos vocês, nem sempre que alguma coisa estranha acontece, é algo sobrenatural. Quem sabe não é apenas uma mariposa?

Ellen - São Paulo - S.P. 

UM DISTANTE PEDIDO DE SOCORRO!



Os pedidos de ajuda e de socorro, vem de diversas parte do mundo, mesmo a vítima estando no além.

Bom, a experiência que eu vou relatar não é minha. Não fui eu que a tive. E como são pessoas próximas, prefiro ocultar os reais nomes, mesmo porque é algo muito doloroso para os envolvidos até os dias de hoje.

Ocorreu que, a uns dez anos atrás, em um bairro de classe média alta, em uma grande cidade aqui de Minas, o telefone do posto policial - que ficava praticamente na entrada do bairro - tocou de madrugada. O policial que atendeu ao chamado ficou apavorado com o que ouvia: do outro lado da linha, uma mulher (jovem, pela voz) gritava e chorava compulsivamente. Dizia que se chamava Alessandra, que estava muito machucada, com muita dor e coberta de sangue dos pés à cabeça. O policial mais tarde veio a dizer que nunca havia sentido tanto horror. A menina, com a voz titubeando - como se estivesse com sangue na garganta - dizia que não conseguia andar, que precisava de ajuda e gritava, gritava muito. Para a surpresa dos 3 policiais que estavam na guarita, a menina, com muito esforço, deu o endereço de uma casa daquele mesmo bairro.

Os policiais correram para o local e viram que o local era a casa de Seu Cláudio e D. Cida, que moravam ainda com suas quatro filhas. Com todo o barulho dos oficiais, dos carros e das sirenes, todos eles saíram, desesperados, da casa. Porém, sem nada entender. Os policiais entraram, revistaram o local e não descobriram absolutamente nada. Ficaram até nervosos, com a possibilidade de ter sido apenas um trote.

Contudo, quando contaram sobre o telefonema, D. Cida baixou a cabeça e caiu no chão, aos prantos. Todos pareciam desesperados, assustados e choravam muito. Agora, eram os policiais que não entendiam nada.

Acontece que, há uns 20 anos, D. Cida e Seu Cláudio, possuíam mais uma filha. Seu nome era Alessandra, e ela teve uma morte trágica, atropelada por um caminhão, quando andava de bicicleta em uma estrada próxima à saída do município. Depois dela ter sido arrastada por cerca de 10 metros, eles ainda a pegaram, colocaram no carro e dirigiram até o hospital da cidade (sua mãe carregando-a nos braços, toda quebrada e ensangüentada), mas ela não chegou com vida. Eles precisaram fazer isso, porque, na época, esperar pela ajuda de uma ambulância era perda de tempo.

Ela era uma criança linda, entre nove e dez anos, se não me engano. Teria uns 40 hoje. Duas de suas irmãs não a conheceram viva. A mais velha dessas duas, não raramente vê pequenas luzes verdes sobrevoando os cômodos da sua casa, bem como um homem de chapéu preto que costuma ficar no pé de sua cama à noite (quando criança, ela se referia a ele como "capetinha").

Seu cachorro, um rottweiler enorme, late constantemente para o nada e, uma vez, quando levei uma namorada minha na casa delas, ela disse que o cachorro latia porque, encostada na parede, estava a "menina da foto", que foi como ela se referiu a uma foto de Alessandra, que ficava em destaque na mesa da sala.



Fausto - Juiz de Fora - MG

VELHO VAMPIRO


Eu tenho uma história (não é sobre fantasmas, é sobre vampiros e um real) que o meu avô me contou, ou melhor, vive me contando, por que ele adora contar essa história o tempo todo.

Quando o meu avô era jovem, ele morava na Grécia (a minha família é grega, imigrantes gregos). Ele gostava muito de viajar para as vilas vizinhas da vila dele, para visitar os amigos dele. Ele geralmente saia da casa dos pais dele lá pelo meio dia, e só voltava no dia seguinte. Isso porque geralmente ele dormia na casa dos amigos ao invés de voltar pra casa de noite, porque além de ser supersticioso, era muito medroso (palavras dele).

Bem, numa tarde ele resolveu ver um amigo em uma das vilas vizinhas, a cerca de 4km da vila dele. Ele tinha que passar por uma estrada que atravessava alguns campos para chegar lá (e como não tinha eletricidade, não tinha iluminação). Enquanto ele andava pelo campo, ele viu mais pra frente dele, um velho alto andando devagar, na mesma direção que ele. Ele não conseguiu identificar quem era. Quando ele chegou perto, o velho se virou e o cumprimentou. O meu avo (que na época não nenhum vovô, apenas um jovem com seus 20 anos) o cumprimentou de volta pensando o seguinte: "bem, eu não sei quem ele é, e eu conheço todos da vila. Logo ele é um estranho. Logo, tenha cuidado!" E eles continuaram a caminhar juntos.

O velho estranho começou a resmungar e a falar que ele tinha visitado a irmã dele e que agora estava indo para casa. "Qual é o nome da sua irmã?" o meu avô perguntou, e quando o velho respondeu ele pensou consigo mesmo que não tinha nenhuma mulher na vila dele com aquele nome. O velho continuou a resmungar e a falar de pessoas da vila que ele conhecia e fofocava sobre elas, mas o meu avô não conhecia NENHUMA DELAS! O velho até falou sobre casas que não existiam na vila. O meu avô deu uma olhada a mais naquela figura alta, e velha e percebeu que o velho parecia estar esgotado, e era muito estranho, muito peculiar.

A uma certa altura o meu avô começou a ficar com uma impressão muito ruim sobre o velho, presumindo que fosse algum lunático ou coisa parecida. Outra coisa que o meu avô pensou era que o velhote podia estar tendo um caso com alguém da vila e estava contando mentiras para encobertar tudo.

Bem, o meu avô, o corajoso (...), decidiu que era melhor deixar a estranha companhia de lado, e sair de perto dele o mais rápido possível. Já estava escuro e ele já estava ficando muito apreensivo, e não queria arriscar nada. Ele falou para o seu companheiro viajante que tinha que tirar um pouco de água do joelho. Ele entrou no meio do mato que tinha perto da estrada, e como era muito corajoso, saiu correndo pelo campo para achar outro caminho.

Mas acabou se perdendo... Ele começou a perambular pelos campos e não conseguia achar o caminho para a vila do amigo. Algumas horas depois ele achou que era melhor voltar para casa. Sim, ele acabou se perdendo de novo e não achou o caminho de casa! Enquanto ele andava por umas plantações (de pêssego) ele viu uma luz na distância. Chegando mais perto ele viu o que parecia ser uma lanterna a óleo pendurada em uma árvore, quase coberta por mato. "Bem," ele pensou "deve ser alguém da vila trabalhando até tarde na plantação. Eu vou até lá pedir informações" Ele se aproximou da lanterna e gritou "Alô? Tem alguém aí?" Ninguém respondeu, mas então, por de trás dos arbustos, aparece a cabeça do velho, com um sorriso maléfico no rosto e os olhos fixos nele "Meu caro rapaz, por onde você andou? Eu achei que tinha perdido você!"

Depois de ouvir isso, o meu avô começou a tremer de medo, convencido de que o velho era um vampiro ("de que outro jeito ele poderia ter chegado onde eu estava tão rápido? Impossível! Nem o vento é tão rápido assim!" palavras dele!). O meu avô virou e saiu correndo, o tempo inteiro olhando para trás, xingando e gritando para o vampiro, e implorando para ele não segui-lo, o que o vampiro não fez.

Enfim o meu avô acabou chegando na vila, um pouco antes do amanhecer, e correu para casa. A irmã dele (que ainda está viva) lembra até hoje como ele estava abatido. Ele não conseguia falar uma palavra sobre o que tinha acontecido com ele.

Mas será que isso realmente aconteceu com ele? Ou ele estava tendo alucinações impostas pelo medo? Depende de você decidir. Obrigado por ler a história do meu avô!

Leônidas - São Paulo - S.P. 

FAROL MISTERIOSO NA ESTRADA



Este relato que vou contar aconteceu comigo já à algum tempo atrás.

O ano era 1986. Eu trabalhava em uma empresa de computadores atendendo clientes externos, fazendo instalação e manutenção de equipamentos.
Para o meu deslocamento diário, eu tinha uma moto, uma Honda CB 450, a qual era nova na época.
Com essa moto eu costumava ir e vir do trabalho e viajar as vezes nos finais de semana.
Em um determinado final de semana eu teria que ir até um sítio na cidade de Registro - S.P., pois haveria uma confraternização familiar para comemoração do aniversário de um primo meu.
Era o mês de Julho, e o clima estava bem frio, pois era inverno.
Então em uma sexta-feira, após o trabalho, passei em casa, tomei banho, arrumei as coisas na minha CB 450, a qual já estava com o tanque cheio e revisada como sempre, coloquei agasalhos, luva, etc..., e finalmente sái para a viagem.
Já era tarde da noite, aproximadamente umas 23:00'.
Para ir até Registro, partindo de São Paulo, tinha que pegar a Rodovia Regis Bitencourt, a famosa BR 116.
Mas até aí não tinha problema, pois estava acostumado a viajar a noite.
Saí de casa, peguei a Marginal do Rio Pinheiros, passei a Cidade Universitária, Taboão da Serra e peguei a Regis Bitencourt bem no início.
Estava uma noite muito fria, sem vento, mas o ar super gelado, e para piorar, ainda tinha muita neblina, coisa típica dessa época do ano.
O tráfego estava fraco, com poucos carros pela estrada.
Estava indo normalmente pela estrada, aproximadamente à uns 100 km/h, após a cidade de Juquitiba, quando notei um farol atrás de mim, ficando à uma certa distância.
Continuei normalmente, mas o farol daquele veículo continuava me acompanhando, mantendo a mesma distância. Não chegava perto, e nem tão pouco se distanciava.
Então fiquei um pouco preocupado, pensando que talves fosse alguém tentando me assaltar, quem sabe!

Pensando nisso acelerei a moto, e comecei a aumentar a velocidade, 110 km/h, 120 km/h, 130 km/h, mas aquele farol continuava me acompanhando na mesma distância.
Parecia um veículo normal até aquele momento. Então para tirar a dúvida de vez, estiquei o acelerador e puxei até 150 km/h, o que já era perigoso para uma moto a noite, mas a situação exigia.
Fiquei um pouco à 150 km/h, mas o farol continuava lá, na mesma distância, como se nada o tivesse atrapalhado.
Então em um ato de coragem, para ver o que era aquilo de vez, eu resolvi parar no acostamento e arriscar, pois eu via que não adiantava nada correr que aquilo iria me acompanhar.
Fui diminuindo e parei o mais bruscamente que pude no acostamento, observando o farol atrás de mim.
Quando parei por total, e virei para ver o que iria acontecer, "cadê o farol"?. Simplesmente desapareceu.
Não podia ter ido para outro local, pois não haviam saídas na estrada naquele trecho.
Não podia ter padado também pois daria para vê-lo estacionar, e além do mais era uma reta, daria para ver algo naquele local.
Bem, depois daquele susto, acelerei novamente e saí com tudo dali, mas qual não foi minha surpresa quando notei que aquele farol havia surgido novamente e estava me seguindo de novo.
Aí eu fiquei todo arrepiado e estiquei o acelerador até o máximo e fiquei naquele rítimo, sempre observando o farol atrás.
Depois de alguns minutos, quando observava novamente aquela luz misteriosa, ela simplesmente apagou, sumiu.
Continuei a viagem e durante todo o trajeto não vi mais aquele misterioso farol que me seguiu por aproximadamente uns 20 km.
Chegando no sítio em Registro, contei para as pessoas o que aconteceu, e uma prima minha me disse que o nosso Tio que mora em São Paulo já havia visto aquele tipo de luz na estrada, e ela também o havia seguido por um bom pedaço, também na Regis Bitencourt.
Eu não sei o que era aquele farol.
Também não sei de onde ele veio e para onde ele foi, só sei que da mesma forma misteriosa que ele surgiu, desapareceu.
Fiquei sabendo que outras pessoas já o viram da mesma forma.
Só sei que eu não quero mais passar por essa experiência, pois nem quero imaginar o que poderia acontecer se o misterioso farol me alcançasse naquela noite fria de inverno e naquele local com pouco movimento.

Alguém de vocês gostaria de saber? 

ENGUIÇADA NA ESTRADA




Será que mesmo em um local deserto e afastado, sem nada e ninguém por perto, uma pessoa poderia se considerar só?


Isto aconteceu há vários anos atrás. Havia entrado de férias e prometi para mim mesma de que desta vez as férias seriam diferentes.
Já havia prometido que naquela quinta-feira iria para fazenda da Carlota, uma grande amiga minha que morava em uma fazenda.
Ela já estava aposentada havia alguns anos e eu sempre adiava a visita a ela.

Peguei o carro e rumei em direção a fazenda, a qual estava distante cerca de 230 km, mas valeria a pena.
Precisava realmente de me isolar um pouco, e ficar sem nenhum tipo de preocupações com família, trabalho ou coisa parecida.

Estava na estrada a algum tempo, e Já era quase 01:00' da manhã quando o carro engasgou, começou a engasgar e dar solavancos cada vez maiores até que parei no canto da estrada.
Não acreditava que aquilo estivesse ocorrendo comigo.
Era muita falta de sorte, pois segundo meus cálculos teria mais uns 30 a 40 minutos para chegar à fazenda.
A única coisa que sabia era que não era falta de gasolina, pois o ponteiro estava marcando ainda três quartos, e eu tinha enchido o tanque no caminho.
Saltei do carro e até mesmo abri o capô do carro como se entendesse muito de mecânica, na esperança de que pudesse ver algum fio solto ou sei lá o que!!!

Fiquei pensando o que fazer naquele fim de mundo, não havia nenhuma luz ao longe, nenhum carro à vista, não era uma estrada principal e sim secundária e pelo estado dela não era muito utilizada, não havia iluminação.
Já havia fechado o capô do carro e estava ainda maquinando o que fazer para sair daquela enrascada, quando ouvi barulho de passos na mata que ficava entre a estrada levemente esburacada, mas não via absolutamente nada.
Aquilo já me deixou alerta. Ouvi vozes, mas não conseguia saber nem sequer de onde vinham.
Foi quando eu vi um homem e logo atrás uma mulher, mas eles andavam sem que mexessem com o corpo, foi quando chegaram mais perto e eu vi que na verdade eles deslizavam como se os pés ficassem a milímetros do chão, mas apenas deslizavam para se locomover, isso foi o suficiente para eu endurecer toda e agachar de medo atrás da Belina.
Agora eu via nitidamente os dois acompanhando o sentido da estrada e descendo na direção oposta em que estava indo antes do carro enguiçar.

Eram figuras que eram humanas, mas não eram humanas na maneira de andar, elas simplesmente deslizavam.
Eu estava totalmente apavorada e paralisada com que estava vendo.
Eu jamais acreditei em histórias sobrenaturais, sempre achava que as pessoas fantasiavam muito as coisas e estava presenciando o que ali????
Fiquei por mais algum tempo agachada e as figuras já haviam até sumido há algum tempo, mas simplesmente eu não reagia.
Foi quando meus joelhos começaram a doer demais e comecei então a me movimentar e ver o que fazer, e dali a algum tempo eu ouvi um barulho de respiração ofegante ainda longe, sem que tivesse ninguém ali, mas chegando até mim, vindo na minha direção.
E não precisou de mais nada eu me meti dentro do carro e tranquei a porta e percebi que chorava de puro terror.
As minhas mãos tremiam e estavam úmidas.

Tentei girar a chave e o carro pegou e então ao mesmo tempo senti um baque muito forte no capo do carro, soltei um grito e depois outros murros no capô sem ter ninguém na minha frente.
Havia batidas também no vidro do carona como se esmurrassem o vidro do carona.
Engatei a primeira e acelerei com exagero e tentei ter equilíbrio para soltar a embreagem o mais lento possível porque se o carro morresse naquela subida acho que acabaria morrendo de enfarte.
Agarrei o volante como se fosse a minha tábua de salvação e com tanta força que minhas mãos doíam.
Era algo desesperador, havia murros nos vidros do outro lado e no capo do carro a medida que ia saindo de lá, mas não havia nada.
Saí de lá bastante acelerada, mas não muito depressa como falei, pois o risco do carro morrer definitivamente para mim seria a própria morte, por isso tive que ter um autocontrole imenso.

Eu chorava desesperadamente e trinquei os dentes como se aquilo me desse algum conforto.
Era uma estrada com subida, mas não era muito alta, apenas levemente inclinada, mas para um carro com defeito não podia ser pior.
Os socos ou murros continuavam pelo teto até o final do carro à medida que ia saindo dali.
Continuei tentando me controlar agarrada ao volante o máximo que podia e rezando para sair dali.
Estava ainda em primeira marcha, marcha de força, meu medo maior era ir para segunda e o carro acabar pifando ali mesmo.
Esperei me distanciar mais um pouco e joguei a segunda, muito embora o carro já pedia uma marcha mais suave, a terceira, porque não havia praticamente nenhuma subida e sim um plano reto, mas preferi manter a segunda que era mais garantido, não podia cometer nenhum erro. O carro roncava feito desesperado, mas eu não estava nem aí, só queria sair dali junto com o carro.

Consegui soltar o ar dos pulmões quando ao sair de uma curva peguei uma descida também pouco inclinada, mas agora era uma descida. Já não escutava mais os murros no carro.
Comecei a descida e somente alguns bons metros adiante eu arrisquei rapidamente a terceira e senti que o carro aceitou sem sequer engasgar e alguns metros mais adiante eu passei a quarta com toda atenção possível e vi que nada de anormal aconteceu com o carro. Segui pela estrada apenas um pouco menos apavorada, mas o suficiente para ver que estava encharcada de suor, embora fosse um dia frio. Estava totalmente encharcada e o suor da testa pingava tanto que caia nos meus olhos e ardiam.
E finalmente peguei uma estrada que via raramente algum caminhão em sentido contrário, mas agora havia algum movimento, mesmo que raro.
Segui mais alguns tantos quilômetros que não sei calcular, sendo que dei uma olhada no mapinha que a Carlota havia feito para mim na última vez que tinha ido lá em casa, e vi que já estava chegando.

Quando cheguei na fazenda, lá pelas três e pouca da manhã ela veio correndo me receber, sabia que eu estava a caminho e não foi dormir pensando já que alguma desgraça havia acontecido.
Quando ela olhou o meu estado lastimável, realmente viu que algo de horrível havia acontecido, sendo que nesse momento eu apenas quis abraçá-la e comecei a chorar novamente, mas agora de alívio.
Foi aí que ela me alertou que estava também ensangüentada na suéter branca, parte do pescoço, canto da boca também.
Ao observar melhor, já dentro de casa vi no espelho que com o grau de desespero que estava e na tentativa de fazer o carro sair de lá, eu recordei que trincava os dentes direto o que fez com que a bochecha interna e a pontinha do lábio ficassem feridos.
Foi uma experiência horrível, parecia que ia morrer de susto, morrer no sentido real mesmo.

Dois dias depois eu e Carlota levamos o carro em um mecânico que era seu conhecido e ele não viu nada de anormal no carro, dizendo que estava em perfeitas condições, inclusive em perfeitas condições de viagem de volta.

Ele deduziu que pode ter havido alguma sujeira que tivesse sido sugada pelo tanque e entupiu parcialmente o carburador do carro.
E a lataria da Belina que pensei que estivesse toda amassada estava totalmente normal, com exceção de uma pequena marca na traseira do lado do motorista, mas essa eu tenho quase certeza que já existia antes do ocorrido.
E após passar duas semanas tranqüilas com ela, chegou o dia de retornar.
Como segurança, seu tio que era grande conhecedor da região foi me acompanhando em seu carro um bom pedaço do caminho, só por garantia.

O que foi tudo aquilo que aconteceu, eu não sei, mas aqueles foram os momentos mais assustadores de toda a minha vida.

Essa foi a minha experiência sobrenatural.

Clara - GO - Brasil