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terça-feira, 14 de junho de 2016

Selkies

 


As Selkies são um tipo de sereia do folclore das Ilhas Faroé, Escócia, Irlanda e Islândia. O que as difere das sereias tradicionais são sua cauda e pele, não metade peixe, mas sim de foca.

As lendas antigas sobre Selkies as descrevem como 'O Povo Foca'. Quando estão na água, se disfarçam entre as focas e vivem com elas, mas quando estão em pedras ou na terra, elas arrancam sua pele, ficando como humanos.



Em sua forma humana, as Selkies dançam nas praias como belas e encantadoras moças, mas não podem se afastar muito de sua pele de foca, pois sem ela, não possuem o poder e não conseguem voltar para o mar.


Lendas afirmam que se um homem humano rouba a pele de uma Selkie, ela é obrigada a se casar com ele, pode ter filhos (estes nascem com pés e mãos colados como os de uma foca) e uma vida doméstica normal, mas quando encontra sua pele, deixa tudo para trás e volta imediatamente para o mar.
Selkies do sexo masculino se transformam em homens muito bonitos, onde procuram aqueles que estão insatisfeitos com suas vidas, tais como mulheres solitárias que ficam à espera de seus maridos voltarem de longas pescarias.



Uma das histórias mais famosas sobre Selkies existe na Ilha de Mikladalur localizada nas Ilhas Faroé, onde um pescador observava as Selkies dançarem na praia, e um certo dia, ele esconde a pele de uma delas, e a faz de sua esposa. O pescador guarda a pele de foca em um baú de coisas íntimas. Um dia ele vai pescar, e esquece a chave em casa, até que a Selkie descobre, e assim que vê sua pele, se lembra do passado e em seguida foge para sua casa, onde reencontra sua família selkie.
O pescador resolve a seguir e encontra o marido da selkie e seus dois filhos em uma caverna, e os mata como punição, assim como outras focas que estavam em seu caminho. Ao descobrir, a Selkie jura vingança contra todos os homens da ilha de Mikladalur. Depois disso, muitos homens foram mortos afogados, jogados de penhascos. As mortes continuariam até que o povo selkie ligasse os braços de todos eles circulando a ilha. Em homenagem a mulher Selkie, uma estátua foi construida na pedra onde ela era avistada, e ficou conhecida como A Mulher Foca de Mikladalur.



A origem do povo Selkie é desconhecida, em algumas regiões, acreditam ser seres humanos com amor platônico, que se afogaram no mar, e foram condenados a viver como focas. Outras regiões dizem ser apenas o espírito de alguns afogados, que retornam como focas, ou até anjos caídos que virariam fadas se caíssem na terra, e selkies se caíssem no mar.

 
Selos turísticos das Ilhas Faróe
Um caso ocorrido nas Ilhas Órcades (Escócia) foi documentado pelo folclorista do século XIX Walter Traill Dennison, gira em torno de uma família cujos filhos nasceram com membranas entre os dedos, e que toda vez que eram cortadas, elas voltavam a nascer, muitas vezes após a retirada, as nadadeiras começaram a nascer na parte de trás das mãos e na sola dos pés, e a partir desse dia, elas foram vistas em todos os descendentes da tal família.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Almas Gêmeas

 


Todo mundo quer encontrar um amor . Isso já é mais do que um fato e, isso muitas vezes nos leva a acreditar na teoria das Almas Gêmeas , o meu primeiro assunto do ano . A crença nas almas gêmeas vem desde o tempo em que Vênus e Eros criaram o amor. Na Teoria popular , as almas gêmeas são dotadas de um amor que " transcende barreiras temporais e dimensionais.Segundo Alan Kardeck , “A teoria das metades
eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram (no sentido de metades eternas - grifo nosso). Necessariamente, limitado sendo o campo de suas idéias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espírito
s tenham, fatalmente, que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo.”Porém esta
é uma relação espiritual ou não é exatamente o que as pessoas acreditam , ou vai muito além disso e , é o que vamos descobrir agora :

Almas gêmeas de fato existem ?

Alma gêmea no sentido em que a maioria das pessoas acredita existir , dua
s pessoas destinadas a amarem-se e encontrarem-se a cada encarnação , de fato não existem . O que no sentido espiritual , é verdade é a existência de espíritos com laços de afinidade muito fortes o que os levam a se encontrarem na vida quando encarnados .

Veja o que diz o livro dos espíritos sobre esta teoria popular :

299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?

“A expressão é inexata. Se um Espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos.”


Como reconhecemos a nossa Alma gêmea ?

No processo de reconhecimento do espírito simpático , existem alguns sintomas físicos :

" - Em uma conversa, perceber que a conversa flui como se as duas pessoas se conhecessem há muito tempo.
- Ao se preparar para dormir, ter a impressão da presença física da pessoa.
- Coincidências de situações na vida.
- Sensações de estar em casa e em paz ao lado da pessoa.
- Não é uma paixão, com ansiedades, inseguranças
e expectativas comuns à paixão.
- Tem-se a certeza do eterno.
- Toda alma-gêmea é anunciada em sonhos.
- Existe um encanto no olhar, mesmo que a pessoa não seja bonita.
- Atração enigmática pela pessoa.
- Sente-se a presença nítida mesmo quando distante.
- Sonha-se freqüentemente com a pessoa, com impressões reais.
- Tem-se a sensação de que a busca acabou, com um sentimento de felicidade.
- Geralmente, só aparece numa fase mais madura da vida;
- Sensação de fazerem parte de um todo.
- Se têm filhos, eles são belos, inteligentes e saudáveis.
- Evitam o exagero sexual, embora sintam o desejo.
- Sensação de plenitude e otimismo.
- Ficam sintonizadas mental e espiritualmente; captam situações uma da outra, mesmo a distância.
- Sensação de terem vivido as mesmas experiências e o desejo de compartilhar tudo de bom ou ruim com a pessoa.
- Existe ternura nas palavras, na voz e nos gestos. "
( Partes "" retiradas da revista sexto sentido )

Há como separar o amor entre almas gêmeas ?
“Certamente, se um deles for preguiçoso.”

“Todos os Espíritos estão reciprocamente unidos. Falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, desde que um Espírito se eleva, já não simpatiza, como antes, com os que lhe ficaram abaixo.” ( Livro dos espíritos )

Há como espíritos não simpáticos , tornarem-se almas gêmeas ?

“Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário.”


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A NOITE DO CÃO

"Mesmo estando em um local deserto com o silêncio da noite, devemos sempre estar alertas, porque mesmo com a aparente solidão, podemos estar sendo observados, e o resultado pode não ser muito agradável!"




Foi no final da década de setenta, durante uma madrugada gélida (fato comum aqui no Rio Grande do Sul), que esse fato ocorreu comigo, e me marcou muito!

Na época eu era funcionário do Estado e algumas vezes permanecia trabalhando durante a noite inteira.
Numa dessas noites, um colega que havia terminado sua jornada solicitou uma carona até em casa.
Ele residia num bairro distante do local onde ficava localizada a repartição.
Quando retornei já era madrugada alta, e fui colocar o veículo em um estacionamento onde os lugares eram demarcados.
O tal estacionamento ficava localizado num vasto terreno circundado por uma cerca de zinco.
Internamente ele possuía como divisor físico um tapume de madeira, separando assim as duas áreas, o estacionamento (onde eu estava) e uma outra utilizada para serviços diversos.
O tapume de madeira não cobria todo o espaço, ficando a uns trinta centímetros do solo, assim, quem estivesse no estacionamento poderia ver os pés de quem estava no outro lado e vice e versa.
Então entrei com o carro, desliguei o motor e desci.
Tão logo iniciei o meu caminho até a saída, senti nitidamente que estava sendo observado.
Na parte que eu havia deixado o carro a lâmpada do poste estava queimada, sendo que era necessário avançar mais trinta metros para atingir uma outra parte iluminada do terreno.
Instintivamente olhei para o tapume divisório, percebendo que alguém caminhava no mesmo sentido que eu, porém do lado oposto.
Estranhei a "companhia", pelo certo não deveria haver ninguém na área desativada pelo horário tardio.
Intrigado e já ficando nervoso, diminui a minha passada, esperando que o visitante cruzasse pelo poste iluminado antes de mim, para que eu pudesse saber "de quem se tratava".
Quando estanquei a passada "ele" estancou também do outro lado.
Reiniciei a andar, mas confesso que agora já estava ficando perturbado pelo acompanhamento anônimo.
Na parte central do estacionamento o tapume sofria uma falha de continuidade.
Casualmente nesse vão existente, a iluminação era razoavelmente boa, e ali certamente eu veria o intruso de corpo inteiro.
Conforme fomos "nos" aproximando da luz, percebi de relance (eu não voltava a cabeça diretamente, apenas espiava, pois "ele" tinha o cuidado de caminhar dois passos atrás, ou seja, nunca ficamos lado a lado, pois parecia me espreitar) que não eram pés humanos e sim patas de um animal canino.
Estranhei o comportamento daquele bicho, parecia racional demais, não se apresentava em minha frente nunca, caminhava silenciosamente, se ocultando nas sombras e quase no mesmo ritmo do meu passo.
Finalmente cheguei no ponto mais iluminado onde existia o vão no tapume. Virei o pescoço e fiquei aguardando "ele" surgir.
A primeira coisa que vi realmente foram dois olhos vermelhos faiscantes em minha direção.
Sei que os olhos dos caninos e felinos brilham na noite, mas "aqueles" brilhavam com uma intensidade perturbadora.
Senti um frio correr pela espinha e uma sensação desconfortável de medo.
Era um cão incrivelmente negro, grande sem ser descomunal, e os olhos faiscantes ficavam "colados" em mim o tempo inteiro, parecia adivinhar meus pensamentos.
Ficou me acompanhando pelo outro lado do tapume (uns cinco metros) e mesmo com o vão existente que possibilitava a entrada dele no estacionamento ele não o fez, e continuou "me escoltando" sempre alguns passos atrás, e quando eu olhava em sua direção eu ficava ofuscado pelo intenso brilho daqueles olhos impressionantes.
Mesmo quando saí do estacionamento e atravessei uma rua em direção do meu local de trabalho não tive coragem de olhar para trás, pois "sentia" ainda seus olhos sobre mim.
Depois daquela noite, fiquei pensando sobre o caso, e lembrei que naquelas cercanias não havia residência alguma, pois eu conhecia bem aquela região.
De onde teria surgido e o que na verdade seria aquele cão negro de comportamento tão intrigante que me acompanhou e me observou por todo o meu trajeto?

Sei que jamais saberei, mas aprendi que neste mundo nunca realmente estamos sós. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Possessões-Exorcismos na Bíblia‏

Exorcismo
 
 
Nas culturas egípcia, babilônica, assíria e judaica, atribuíam-se certas doenças e calamidades naturais à ação dos demônios. Para afastá-los, recorria-se a algum esconjuro ou exorcismo. A cultura ocidental recebeu essas idéias através da Bíblia e do cristianismo primitivo.
No cristianismo, exorcismo (do grego exorkismós, "ato de fazer jurar", pelo latim exorcismu) é a cerimônia que visa esconjurar os espíritos maus, forçando-os a deixar os corpos possessos ou dominar sua influência sobre pessoas, objetos, situações ou lugares. Quando objetiva a expulsão de demônios, chama-se Exorcismo Solene e deve fazer-se de acordo com fórmulas consagradas, que incluem aspersão de água benta, imposição das mãos, conjurações, sinais da cruz, recitação de orações, salmos, cânticos, etc. Além disso, o ritual católico do exorcismo pode ser executado por sacerdotes somente quando são expressamente autorizados por bispos.
 
 
Possessões
 
Possessão é o estado ou condição em que o corpo e (ou) a mente de um indivíduo são supostamente possuídos ou dominados por uma entidade (um ser, força, ou divindade) que lhes é externa, ou que não se manifesta habitualmente nas atividades da vida diária.
A possessão, considerada como experiência de natureza psicológica e social, pode ser verificada individual ou coletivamente, e ter caráter inesperado, ou estar submetida a algum tipo de controle ritual; em diversas sociedades e culturas, figura como episódio ou experiência central da vida religiosa. Podemos dividir, genericamente, as formas de possessão em quatro categorias.
 
Encosto
O espírito fica próximo à pessoa, mas a influência é pequena. Neste caso, banhos de água e sal ou orações como o Pai-Nosso ou o Credo, afastam este espírito inferior. Geralmente estes espíritos são de pessoas que desencarnaram e pertencem à família do possuído.
 
Espírito opressivo
O espírito tem a capacidade de "vampirizar" a energia do indivíduo. Os efeitos são sentidos como um cansaço ou vontade de chorar que podem cessar de um momento para outro. Indica-se neste caso, que se utilize um saquinho de cor vermelha, sempre junto ao corpo para neutralizar a presença deste espírito. Também os banho de água com sal, são benéficos neste caso. A leitura do salmo 23 é o mais indicado contra o espírito opressivo.
 
Obsessão
O espírito consegue ficar de maneira tão dominante no corpo astral do indivíduo que pode até mesmo mudar o modo de falar e fazer coisas que normalmente não faria no dia-a-dia. Chega até mesmo a não reconhecer parentes e pessoas próximas de seu convívio. É bom frisar que aqui no Brasil de acordo com o espiritismo ou nas religiões afro-brasileiras como a umbanda e candomblé, existem os fenômenos de possessão de espíritos doutrinadores e iluminados, trazendo ao médium apenas benefícios.
 
Possessão demoníaca
Neste caso, o espírito toma o corpo da pessoa, fazendo com que ocorram até fenômenos de "poltergeist" (conjunto de fenômenos produzidos espontaneamente, que consiste em ruídos e deslocamento de objetos, podendo ter duração indeterminada).
 
 
Exorcismos na Bíblia
 
O Antigo Testamento, embora reconheça a atuação do demônio a partir da tentação e da queda de Adão no paraíso, praticamente não alude a uma ação maléfica direta do diabo sobre os homens.
Foi no judaísmo antigo que se atribuíram ao demônio intervenções muito concretas na vida cotidiana. O Livro de Tobias (século II a.C.), de influência assíria, narra um exorcismo praticado mediante a oração e utilização das vísceras de um peixe.
No Novo Testamento, que não apresenta modificações essenciais no que se refere ao exorcismo, o Evangelho de Marcos é o que insiste de maneira mais realista nos exorcismos praticados por Jesus e por seus discípulos. Em certos casos, trata-se de expulsar o demônio do corpo de possessos ou lunáticos. Em outros, da cura de enfermidades atribuídas à ação do demônio. Os evangelistas se servem dessas vigorosas ilustrações para demonstrar a vitória de Jesus sobre Satanás e também para mostrar como seu povo se libertou do pecado. "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso" (João - 12:31). Esses milagres seriam um sinal da instauração do reino de Deus. "Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós" (Mt - 12:28).
 
 
Exorcismos na história da Igreja
 
As curas e os exorcismos foram comuns na igreja primitiva. Com o reconhecimento oficial da Igreja sob o imperador Constantino, os exorcismos carismáticos, realizados informalmente por qualquer cristão, deram lugar à institucionalização da função do exorcista. O Rituale Romanum reuniu mais tarde, diversos ritos de exorcismos para situações variadas. Também as igrejas reformadas estabeleceram tais ritos.
O racionalismo do século XVIII conseguiu explicar muitos mistérios supostamente sobre-humanos, o que também sucedeu, de modo ainda mais intenso, com a descoberta do hipnotismo e da psicologia profunda no século XIX. A Igreja Católica, como também algumas denominações protestantes, admite os exorcismos ordinários, contidos no rito do batismo, como símbolo da libertação do pecado e do poder do demônio. Pratica-se o exorcismo ordinário na bênção da água batismal e na sagração dos santos óleos. Os exorcismos solenes, que têm por objetivo expulsar o demônio do corpo de um possuído, são práticas raríssimas e só confiadas, mediante permissão episcopal, à sacerdotes muito experientes.
O exorcismo católico inicia-se com a expressão latina "Adjure te, spiritus nequissime, per Deum omnipotentem" (eu te ordeno, espírito maligno, pelo Deus Todo-Poderoso). O processo pode ser longo e extenuante, chegando a se estender por vários dias. A possessão está associada ao mal. O processo de libertação é feito de forma dramática e violenta. Os exorcistas recorrem as preces, água-benta, defumadores, essências de rosas e arruda. O sal que é associado à pureza espiritual também é utilizado.
Porém, o cristianismo deste século tem uma atitude dividida em relação ao exorcismo. Por um lado, mantém distância de sua prática, atuando mais próximos a psiquiatras e médicos e autorizando estudos para esclarecer este fenômeno. Mesmo assim, a Igreja oculta os casos confirmados de possessão a prática dos rituais de expulsão. Ainda, o Papa João Paulo II declarou ter aplicado o exorcismo sob uma jovem, em 1982.
Um relatório sobre exorcismo foi compilado pela Igreja da Inglaterra, em 1972, por uma comissão que incluía represen- tantes católicos e um consultor psiquiatra. Apesar de pretender desbancar as possessões, acabou fortalecendo esta idéia quando relacionada à possessão de lugares: "a interferência demoníaca... é comum em lugares não consagrados... assim como em conexão com sessões espíritas".
Porém, este relatório considera exorcismos de pessoas extremamente duvidosos. À luz da Igreja moderna, aqueles que se julgarem possuídos, devem, prioritariamente, procurar a ajuda de um médico ou psicólogo. Recorrer a um sacerdote cristão é considerado último recurso.
O padre Gabrielle Amorth, diz ter realizado aproximadamente 50.000 exorcismos mas considera que somente 84 foram possessões autênticas. O sacerdote diz que os sintomas incluem força física sobre-humana, xenoglossia (a fala espontânea em língua que não foi previamente aprendida) e revelações de segredos sobre as pessoas.
O cânone dominicano Walker, de Brighton, que coordena o Grupo de Estudos do Exorcismo Cristão, lembra de somente sete casos genuínos durante sua vida religiosa: "Normalmente, tudo que é preciso são conselhos e rezas".
 
 
O demônio e o exorcismo nas religiões
 
Católicos
Satanás, líder da rebelião dos anjos contra Deus, é a encarnação do mal que existirá até o fim dos tempos e contra o qual os cristãos devem estar sempre vigilantes. Há sinais que distinguem os endemoninhados, mas a Igreja recomenda que se recorra à avaliação de psiquiatras para evitar confusões com casos de histeria e esquizofrenia.
 
Anglicanos
O demônio pode ser combatido em orações, hinos e leituras da Bíblia, mas não existe uma cerimônia específica. Os casos de exorcismo são muito raros. Quando ocorrem, o possuído é "tratado" num grupo de orações, que lhe recomenda jejum, abstinência sexual e adoração a Deus.
 
Judeus
A literatura rabínica clássica não prevê a existência do demônio, por isso a religião não reconhece rituais de exorcismo. Nos séculos XVI e XVII, surgiu a figura do dibuk, espírito perverso que podia ser expulso em ritos de oração. Para a maioria dos judeus, é considerado apenas folclore.
 
Evangélicos neopentecostais
Todos os males são causados pelo demônio. Há tipos de possessão que estragam a vida amorosa, provocam miséria, perturbam a família. Nos cultos, os endemoninhados são conduzidos ao altar. O pastor grita com Satanás e exige que abandone o corpo em nome de Jesus.
(Fonte: Revista Época)


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O Verdadeiro caso do filme O Exorcista

O filme O Exorcista foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13, conhecido por R. Seu comportamento estranho começou em 1949

 
O filme O Exorcista foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13, conhecido por R. Seu comportamento estranho começou em 1949, após a morte de uma tia. Ele começou a ouvir arranhões na parede e objetos voavam pela casa. Cadeiras e camas se moviam quando o garoto estava nelas. A família desesperada pede ajuda a igreja católica. A primeira tentativa de exorcismo acabou em desastre. Ele rasgou o padre do ombro ao pulso com uma mola da cama. Foram necessários mais de 100 pontos o local. Palavras começaram a surgir em seu corpo e uma delas, Louis, fez a família mudar de volta para Saint Louis, acreditando haver algo lá. Entre em cena um estudioso jesuíta que na época tinha 27 anos, Walter Halloran.Ele estudou na Universidade de Saint Louis e tratou de R. Narrando o caso, ele diz que "o garoto cuspia com precisão e acertava seu corpo a 1,5 metros... Certa vez ví uma marca em seu ombro e parecia a caricatura do demônio. Eu podia ver suas mãos e não era ele que fazia... Ouvimos a voz e ela falou que não ia embora até que uma certa palavra fosse dita.". Na páscoa, uma outra voz tomou o garoto e disse a palavra Dominus. Neste momento ouviu-se um tiro e o garoto ficou curado.

O que é exorcismo?

A Enciclopédia Católica (em inglês) define o exorcismo como "o ato de expulsar, ou repelir, os demônios ou espíritos do mal de pessoas, lugares ou coisas, que acredita-se estarem possuídas ou infestadas por eles, ou propensos a se tornarem vítimas ou instrumentos de sua malignidade". Resumindo, é um ritual realizado por padres católicos para expulsar o demônio. Há vários tipos de exorcismo na Igreja Católica:
  • exorcismo batismal - abençoar uma criança antes do batismo para purificá-la do mal, resultado do pecado original;
  • exorcismo simples - abençoar um lugar ou objeto para livrá-lo da influência do mal;
  • exorcismo real - realizar o Ritual do Exorcismo para livrar um ser humano da possessão diabólica.
O "exorcismo real" é no que a maioria de nós pensa quando nos vem à mente o exorcismo. Nesse caso, o padre-exorcista está lidando com um ser humano que está possuído pelo demônio, que por sua vez está habitando o corpo dessa pessoa.

Foto cortesia Sony Pictures
Cena de "O Exorcismo de Emily Rose" (2005)
De acordo com a Igreja, o sinal da possessão demoníaca inclui:
  • falar ou entender linguagens que a pessoa nunca aprendeu (diferente de "falar em línguas", que é considerado um sinal de êxtase religioso, não de possessão);
  • saber (e revelar) coisas que a pessoa não tem como saber;
  • força física além da constituição natural da pessoa;
  • uma violenta aversão a Deus, à Virgem Maria, à cruz e outras imagens da fé católica.
As ocorrências de exorcismo para a Igreja Católica são raras: uma possessão demoníaca real a cada 5 mil casos relatados.

Exorcismo em outras religiões
O exorcismo não acontece apenas no Catolicismo. Outras seitas cristãs, outras religiões e outras culturas têm seu próprio modo de "expulsar o demônio".
  • Judaísmo: folclore judeu e os ensinamentos da Kabbalah (em inglês) contam sobre um espírito malévolo chamado dybbuk. Esse espírito é a alma de uma pessoa morta que voltou para encaminhar um negócio inacabado e que habita o corpo de uma pessoa para atingir seus objetivos. O dybbuk pode ser expulso por meio de um ritual de exorcismo e deixa o corpo através dos dedos do pé.
  • Islã: a crença islâmica conta sobre um jinn - um espírito do mal, escravo de Satã - que pode invadir o corpo humano e causar doenças, dor, tormento e pensamentos ruins. Esse jinn pode ser expulso pela pessoa possuída recitando-se passagens específicas do Alcorão.
  • Hinduísmo: as escrituras dos Vedas contam sobre um espírito do mal que pode não apenas prejudicar humanos, mas também ficar no caminho das vontades dos deuses. O tradicional exorcismo hindu inclui rituais como queimar excremento de porco, recitar orações e oferecer doces aos deuses.


  • A investigação


    Quando alguém relata um possível caso de possessão para a Igreja, a investigação começa. Padre Benedict Groeschel, um frade franciscano PhD em Psicologia pela Universidade de Columbia, foi o homem que a Arquidiocese de Nova York chamou para investigar os supostos casos de possessão que surgiram nas décadas de 70 e 80. No livro "Exorcismo Americano", ele descreve sua experiência assim (Cuneo, 22):

      "... quando os casos eram encaminhados para mim, eu geralmente procurava a ajuda de uma leiga na arquidiocese que possuía o dom de reconhecer espíritos. Na visão dela, e também na minha, nenhuma das pessoas que eu levei até ela eram vítimas de possessão, nenhuma delas precisava de um exorcismo formal. Mas isso não significa que elas não estivessem sendo afligidas ou oprimidas de várias formas por presenças demoníacas. A opressão demoníaca é muito menos séria do que a possessão em larga escala, e geralmente, pode-se lidar com isso com o que chamamos de uma simples oração de libertação".

    Uma investigação é essencialmente um processo de eliminação: o paciente apresenta sinais de possessão demoníaca? Há alguma outra maneira de explicar o comportamento do paciente? Geralmente, o padre consultará um psiquiatra durante a investigação para determinar se os sintomas da pessoa "possuída" podem ser completamente explicados por doença mental. De acordo com o "Exorcismo Americano", de Michael Cuneo, há cerca de doze psiquiatras nos Estados Unidos que avaliam pacientes potencialmente possuídos para a Igreja Católica. O paciente também passará por um exame médico para descobrir se os sintomas podem ser atribuídos a uma desordem física ou doença. O padre pode consultar um perito paranormal aprovado pela Igreja para uma ajuda adicional. Outra possibilidade que o investigador deve considerar é a velha fraude.
    Se o padre estiver convencido da validade da possessão e de que um exorcismo é a maneira apropriada para ajudar a pessoa, ele reportará a seu supervisor (na maioria dos casos, o bispo da diocese) que um exorcismo está de acordo com as regras. A Igreja pode então decidir sancionar um exorcismo oficial e indicar um exorcista para o caso. 


                                             Nos níveis mais elevados
    Em "Meus seis papas", o cardeal Jacques Martin relata que o Papa João Paulo II realizou um exorcismo em uma mulher em 1982. Também existem relatórios que dizem que Madre Teresa passou por um exorcismo pouco antes de sua morte, em 1997, porque o arcebispo de Calcutá acreditava que ela estava sendo atacada pelo demônio.


                                                     Longa história
    As possessões e os exorcismos datam da Antigüidade, possivelmente iniciando com as antigas crenças xamanísticas nas quais os espíritos dos mortos podiam prejudicar os vivos. Os xamãs entrariam em um estado de transe para encontrar a alma problemática e descobrir por meio dela a maneira de acabar com a dor da vítima. Nas antigas culturas egípcias babilônicas, as doenças e outras aflições eram regularmente atribuídas a espíritos do mal que invadiam o corpo humano, e os padres-curandeiros realizavam cerimônias para que ele partisse.


O exorcista


Se a Igreja decide que tem um caso verdadeiro de possessão nas mãos, que requeira um exorcismo, o próximo passo é indicar um exorcista para o caso. Geralmente é o mesmo padre que realizou a investigação, mas outro padre também pode ser indicado. Expulsar o demônio não é parte das atividades diárias de um padre comum. A maioria dos padres nunca realizou um exorcismo. Essa é uma atividade praticada por muito poucos.
Números oficiais são raros de encontrar, mas "O Exorcismo Americano" relata que, em 1996, a Igreja Católica indicou 10 padres para a posição de exorcista nos Estados Unidos. Cuneo estima que no mundo todo o número gire em torno de 150 e 300, ao passo que outros relatam que esse número está entre 300 a 400 exorcistas oficiais apenas na Itália. Também há padres que não são exorcistas oficiais mas afirmam ter permissão do bispo local para realizar os exorcismos a seu critério. O ritual de exorcismo teve sua grande volta após estar quase extinto por todo o século XX.
Tradicionalmente, o exorcista católico passa por poucos treinamentos específicos para ajudá-lo em seu trabalho. Eles aprendem muito sobre o demônio e os riscos e manifestações do mal, mas o próprio exorcismo não é uma área especializada de estudo nos seminários. O que eles sabem é em razão de sua experiência no papel de padre e do ritual de exorcismo Católico, que é o documento oficial que detalha as orações e os passos de um exorcismo.
Os exorcistas oficiais da Igreja Católica formaram sua própria organização em 1992. A Associação Internacional dos Exorcistas mantém reuniões semestrais em Roma e envia um boletim informativo trimestralmente a seus membros. No boletim informativo, os exorcistas falam das dificuldades ou dos casos interessantes (Cuneo, 266). Além disso, em 2005, a Academia Pontifícia Regina Apostolorum de Roma (universidade ligada ao Vaticano) começou a oferecer aulas de exorcismo.
Uma vez que a Igreja indica um de seus exorcistas oficiais para realizar o ritual, o próximo passo é conseguir que o demônio deixe o corpo da pessoa.


Exorcismo no cinema

-O Exorcista (1973)
-Horror em Amityville (1979)
-Poltergeist (1982)
-Repossuído (1990)
-Stigmata (1999)
-Almas perdidas (2000)
-O Exorcista: o início (2004)
-Horror em Amityville (2005)
-O exorcismo de Emily Rose (2005)


O exorcismo

Em janeiro de 1999, o Vaticano emitiu um ritual de exorcismo revisado para ser usado pelos padres católicos. As diretrizes para conduzir um exorcismo compreendem uma única seção no Ritual Romano (Rituale Romanum), um dos livros que descrevem os rituais oficiais da Igreja Católica. Anteriormente, o ritual de exorcismo oficial data de antes de 1614. Para realizar o ritual, o exorcista veste sua sobrepeliz e a estola roxa. O ritual de exorcismo é principalmente uma série de orações, declarações e apelos. Estas orações são livremente encontradas na "fórmula da súplica", na qual o padre pede a Deus para livrar o paciente do demônio ("Deus, cuja natureza é sempre de misericórdia e perdão, aceite nossa oração para que este Vosso criado, amarrado pelos grilhões do pecado, possa ser perdoado por Vossa amorosa benevolência"), e na "fórmula imperativa", na qual o padre exige que ,em nome de Deus, o demônio deixe o corpo do paciente ("saia, então, ímpio, saia, amaldiçoado, saia com todos os seus enganos, por Deus que quis que o homem fosse ser Seu templo"). Para ler o ritual completo e revisado de 1999, veja ministério das portas católicas: ritual de exorcismo de 1999 .


Foto cortesia Sony Pictures
"Padre Moore" vestido com a sobrepeliz e a estola roxa em "O Exorcismo de Emily Rose"
Além da recitação, o padre borrifa água benta em todos na sala, coloca suas mãos no paciente, faz o sinal da cruz tanto em si como no paciente e toca o paciente com uma relíquia católica (geralmente um objeto associado a um santo).
Malachi Martin, um ex-padre jesuíta e autoproclamado (mas não oficialmente) exorcista, oferece informação extra sobre o exorcismo, mas tal informação não é endossada pela Igreja. Figura controversa no mundo católico, Martin revela no livro "Refém do Demônio" o que considera ser os estágios típicos de um exorcismo (Cuneo, 19-20):
  1. presunção - o demônio esconde sua verdadeira identidade
  2. ponto fraco - o demônio se revela
  3. conflito - o exorcista e o demônio lutam pela alma do possuído
  4. expulsão - se o exorcista ganha a batalha, o demônio deixa o corpo do possuído
"Refém do Demônio" causou polêmica na Igreja Católica. O livro supostamente detalha exorcismos reais que Martin afirma ter realizado, auxiliado ou testemunhado. Os exorcismos que Martin descreve estão no nível de "O Exorcista" em termos de ação e violência. Foi criticado pelos católicos, que acham que Martin fez sensacionalismo e, portanto, subestimou o poder do demônio. Mas se as cenas intensas de Martin não parecem verdadeiras para a Igreja e seus seguidores, como é um exorcismo real?

Um exorcismo real


"Deus todo-poderoso, perdoe todos os pecados de seu indigno servo. Dê-me fé constante e poder para isso, armado com o poder de Sua santa força eu posso atacar este cruel espírito do mal com confiança e segurança..."Em "Exorcismo Americano: expulsando demônios e a terra da prosperidade", Michael Cuneo, professor de sociologia da Universidade de Fordham, atende a todos os tipos de exorcismos. Um exorcismo oficial, sancionado pela Igreja, do qual Cuneo participou, envolveu um homem que ele chama de Warren (o possuído) e um padre-exorcista que ele chama de Padre Peter.
A vida de Warren é difícil: ele é alcoólatra, regularmente faz sexo com pessoas que acaba de conhecer e é depressivo. Recentemente começou a ouvir vozes, ver coisas e sentir uma "insuportável pressão" em seu corpo durante a noite. Resumindo, Warren está atormentado. Seu pastor local entrou em contato com o supervisor do Padre Peter e, com o consentimento do psiquiatra, eles organizaram um exorcismo. Os seguintes detalhes de um exorcismo oficial da vida real foram extraídos de "Exorcismo Americano" (243-245). Embora Cuneo não forneça uma data, esse exorcismo provavelmente aconteceu antes das revisões dos rituais em 1999.
No porão de um prédio, Padre Peter, em sua sobrepeliz e estola roxa, põe-se em pé bem na frente de Warren, que estava sentado em uma cadeira com a cabeça abaixada e os punhos cerrados. Cuneo senta ao lado. Padre Peter começa o ritual:
Enquanto falava essas palavras iniciais, o padre borrifa Warren, Michael Cuneo e ele mesmo com água benta. Padre Peter se aproxima de Warren, faz o sinal-da-cruz e coloca a palma da mão na testa de Warren. Warren senta perfeitamente ereto enquanto padre Peter recita as orações do ritual de exorcismo. Padre Peter apela a Cristo, à Virgem Maria e a santos que o ajudem nessa tarefa para salvar a alma de Warren. Warren continua quieto.
    "Eu te exorcizo, espírito impuro! Todos os espíritos! Cada um de vocês! Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo: seja exterminado e expulso desta criatura de Deus..."
Padre Peter faz o sinal-da-cruz na testa de Warren, pressiona uma relíquia contra seu peito e basicamente termina o exorcismo com:
    "Vá embora, sedutor! O deserto é seu lar. A serpente é sua morada. Seja humilhado e expulso. Porque ainda que você tenha enganado homens, você não pode zombar de Deus... Ele preparou o inferno para você e seus anjos".
Padre Peter então conduz Warren para algumas orações de encerramento e leituras adicionais. Ele pergunta a Warren como se sente. Cuneo relata a resposta de Warren: "em paz", diz Warren, "mas também meio confuso". Ele achava que sairia algo de dentro dele durante o exorcismo, mas não tinha certeza. Warren estava possuído? Padre Peter fez com que o demônio deixasse o corpo de Warren? Há aqueles que acreditam e aqueles que não acreditam. Mas ninguém saiu ferido e pode ser apenas que Warren esteja em melhores condições por ter passado pelo exorcismo. Então, alguns podem querer saber qual é o problema.



                                                           Livre-arbítrio

De acordo com o cardeal Medina: "a possessão tem características sensacionais, nas quais o demônio, de certo modo, assume os poderes físicos da pessoa possuída. O demônio, entretanto, não pode controlar o livre-arbítrio do paciente e, assim, não pode fazer com que ele peque. Além disso, a violência física que o demônio exerce sobre a pessoa (possuída) é uma indução ao pecado e é isso que ele deseja" .

A controvérsia

A batalha em torno dos exorcismos existe principalmente em duas frentes: os enormes ministérios do "exorcismo por lucro", que se espalharam nas últimas décadas, e o debate "Psicologia x Religião", que se espalhou com o advento da Psiquiatria, em 1800. Exorcismo por lucro
Tão logo o dinheiro entrou na questão, os céticos ganharam terreno. O aumento dos "ministérios do exorcismo", que fazem dinheiro ao redor do mundo, guia muita gente que pode reservar julgamento para a total rejeição da validade da visão católica da possessão e exorcismo, mesmo que os exorcismos realizados por exorcistas não-oficiais não estejam ligados de forma alguma à Igreja Católica.
Nos Estados Unidos, um popular ministro exorcista do Ministério de Bob Larson, televisiona suas conferências semanais. Nesses exorcismos em massa, nos quais grandes grupos podem receber a "taxa família" nos ingressos, o Sr. Larson exorciza os demônios de muitas pesssoas que estão em no auditório. As doações financeiras não são necessárias para os serviços dele, mas são bem-vindas.
Sempre tem gente que quer apontar para o lucro como evidência de um motivo oculto, especialmente quando se mistura lucro com paranomalidade.
Psicologia x Religião
Onde uma pessoa vê possessão e parte para seu ritual de exorcismo, outros vêem doença mental. Esse é provavelmente o grande debate acerca da prática do exorcismo: pode haver explicações terrenas para o comportamento que a Igreja considera evidência de possessão diabólica.
Várias desordens psicológicas, incluindo a síndrome de Tourette e a esquizofrenia, podem produzir os tipos de efeitos vistos em pessoas "possuídas". Pessoas com epilepsia podem, de repente, entrar em convulsões durante um ataque; a síndrome de Tourette causa movimentos involuntários e explosões vocais; a esquizofrenia engloba alucinações auditivas e visuais, paranóia, ilusões e, algumas vezes, comportamento violento. Questões psicológicas como auto-estima e narcisismo podem fazer com que uma pessoa aja como uma "pessoa possuída" para chamar atenção. Caso o paciente esteja realmente sofrendo de doença mental, a Igreja o está prejudicando, rotulando a pessoa possuída e evitando que ela procure o tratamento médico necessário.
O cardeal Jorge Arturo Medina Estevez, apresentando o Novo Ritual para o Exorcismo para a imprensa em 1999, responde assim ao conflito:
    "... o exorcismo é uma coisa e a psicanálise é outra. Se o exorcista tem alguma dúvida sobre a doença mental do possuído, deve consultar um especialista.Geralmente acontece de as pessoas simples confundirem problemas somáticos com influência diabólica, mas nem tudo pode ser atribuído ao demônio".
A questão definitiva permanece: "O exorcismo ajuda ou prejudica as pessoas?". É difícil obter a documentação de alguns resultados dos exorcismos católicos romanos, prejudiciais ou benéficos. Este é o projeto: de acordo com o ritual oficial, os exorcismos são a chave inferior, não necessariamente secreta, mas não realizados em público ou em frente de representantes da imprensa, para que o ritual não se torne um "show". Os resultados não serão publicados, seja o exorcismo um sucesso ou um fracasso. Existe, entretanto, uma documentação considerável acerca dos resultados prejudiciais dos exorcismos realizados fora da Igreja Católica. Um incidente muito comentado aconteceu em junho de 2005 em Tanacu, na Romênia. Um padre e algumas freiras em um convento ortodoxo romeno acreditavam que Maricia Irina Cornici, uma freira de 23 anos de idade, que vivia no convento, estava possuída. Então, realizaram um ritual de exorcismo: eles a amarraram em uma cruz, colocaram uma toalha em sua boca e a deixaram sozinha, sem comida e sem água. A intenção era fazer com que o demônio deixasse seu corpo. Cornici morreu depois de três dias. As autoridades acreditavam que a jovem tinha esquizofrenia.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

O que é Xamanismo?

Xamanismo



História


Numa das gravuras um homem com o falo ereto está deitado ao lado de um bisonte com uma cabeça de pássaro ao seu lado; o próprio homem parece ter a cabeça de pássaro e presume-se que a gravura represente um xamã em transe. Essa interpretação foi popularizada na década de 60 por Lommel num livro profusamente ilustrado, Shamanism:The Beginnings Of The Art.
O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza e com seu próprio mundo interior. Sua origem não tem raizes geograficas ou históricas, na realidade é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição de povos do mundo todo, foram sendo passadas até os dias de hoje. Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais.

No início do século XX, foram encontradas pinturas rupestres pré-históricas, no sul da frança, de figuras semi-humanas, semi-animais entre animais comuns, que foram consideradas como representando xamãs, algum tempo depois, Piers Viebsky em "O xamã", cita que em 1991 foi encontrado o corpo mumificado de um homem preservado sob as neves dos Alpes Austríacos, que foi apanhando por um temporal ao cruzar um desfiladeiro da montanha há cerca de 5.000 anos. Poderia ser um pastor (de ovelhas) mas as tatuagens na pele, um disco de pedra numa correia e alguns musgos secos medicinais encontrados em sua posse permite a suposição de que era um xamã numa viagem ritual. Esses e outros vestígios fazem com que alguns antropólogos cheguem a pensar que as arcaicas raizes do xamanismo recuam até quase tão longe quanto a própria consciência humana, datando de 40.000 a 50.000 anos, no período paleolítico (idade da pedra), podendo ser considerada a mais antiga prática espiritual da humanidade.

Outro fato que intriga os pesquisadores é que a práticas xamânicas são similares ou idênticas entre os esquimós, indios das américas, Oceania, Austrália, povos do sudeste asiático, da índia, do Tibet e da China. Em todos estes lugares, ocorre o transe, onde o xamã faz o "vôo mágico", desprendendo seu corpo espiritual para viajar a outros planos. Também é similar a associação com os espíritos que podem ser ancestrais ou animais selvagens. Alguns estudiosos levanta a possibilidade, de que os xamãs ancestrais vindos da sibéria, teriam emigrado durante as grandes glaciações, seguindo rebanhos de renas, passando pelo estreito de bering ou por uma ponte terrestre que ligava os dois continentes e se espalharam pelo mundo.

O xamã

Nos primórdios da humanidade, os seres humanos, sentiam-se frágeis e temerosos perante as forças da natureza e temiam aqueles que não pertenciam a seus clãs, animais e etc. Para suprir essas carências, surge o Xamã como um "organizador do caos" para despertar a consciencia, Assim eles recorriam aquele que era concebido como um gerreiro que atuava com armas espirituaism que faziam ponte entre o mundo dos homens e espiritos.

O xamã é um especialista do mundo invisível com um talento muito particular, que lhe permite entrar e sair dele com liberdade e conhecimento para curar, fazer adivinhações, ver o passado, o presente ou futuro, conciliar o homem com o sobrenatural e as forças mágicas.

A palavra xamã tem sua raiz na Sibéria, vinda da palavra "saman", aparentado com o termo sâscrito "sramana" que significa: inspirado pelos espíritos.

Eles foram os primeiros professores, profetas, contadores de histórias, artistas místicos e investigadores da natureza. Tinham desenvolvidas no mais alto grau as suas capacidades mentais e aplicavam o conhecimento intuitivo animal, que reside em nosso sistema límbico - area primitiva do cerebro conectada com a memória animal, que diz respeito a mente prológica. Podendo então o xamã trabalhar com seus animais de poder, que são seres espirituais que lhe protegem e servem, manifestações da sua outra identidade, e que podem ser descobertos por todas as pessoas em seu mundo interno.

Ele é o manipulador do "Sagrado" e mestre do êxtase, do transe extático, um dos aliado dos espíritos da natureza, dos ancestrais, que trava contato com as potências celestes como com as infernais, de acordo com a necessidade do grupo a que serve.

Bases e práticas do Xamanismo

Os xamãs baseiam-se na observação constante da natureza e de seus ciclos a fim de compreenderem a si próprios. Amam e reverenciam os espíritos da natureza reconhecendo os aspectos dos mesmos em si. Buscam nas diferentes energias que ela oferece simbologias de suas forças interiores.

Em suas práticas utilizam-se ervas, direções sagradas, rituais, jornadas xamanicas, contato com a natureza e seres espirituais, ritmos, danças e movimentos corporais, elementos básicos da natureza (agua, terra, ar, fogo, cristais, pedras, argila, etc), cirurgias espirituais e técnicas de cura e purificação dos corpos físico, emocional, mental e espiritual, entre outras coisas.

O xamanismo resgata a relação sagrada do homem com o planeta. O resgate dos festivais sazonais (Solstícios e Equinócios), por exemplo, não marcam apenas a jornada do Sol, mas também os pontos críticos das estações, o ciclo agrícola, nossas emoções, hábitos. Essas "Forças Verdadeira acessadas desde o princípio na história espiritual da Terra, são resgatadas através dos séculos e podemos sentí-las atuando em todos os momentos das cerimônias.

Neo-Xamanismo

Neo-xamanismo é o movimento que busca resgatar a sabedoria dos povos ancestrais, conciliando-as com elementos culturais e filosóficos da modernidade. Alguns dos seus percursores mais famosos foram os antropólogos carlos castaneda e o Michael Harner, com obras publicadas nos anos 60. Nos últimos anos, o movimento ganhou muitos adeptos, principalmente nas organizações religiosas baseadas no culto a natureza.

O que é Neopaganismo?

Neopaganismo

Uma cerimônia neopagã em Avebury , na Inglaterra , que ocorreu durante o Beltane , em 2005 .
Neopaganismo é o termo que descreve um grupo de religiões contemporâneas bastante heterogêneo. Este uso tem sido comum desde o renascimento neopagão na década de 1970 , e agora é usado por acadêmicos e adeptos tanto para identificar novos movimentos religiosos que enfatizam o panteísmo e a veneração da natureza, e/ou que procuram reviver ou reconstruir os aspectos históricos do politeísmo. Cada vez mais, escritores eruditos preferem o termo "paganismo contemporâneo" para cobrir todos os novos movimentos religiosos politeístas.

O termo "neopagão" proporciona um meio de distinguir entre pagãos históricos de culturas politeístas antigas e/ou tradicionais e os adeptos de movimentos religiosos modernamente constituídos. A categoria das religiões conhecidas como "neopagãs" inclui desde, abordagens sincréticas ou ecléticas como a Wicca , o Neodruidismo, o Dianismo e o Neoxamanismo a abordagens mais ligadas a tradições culturais específicas, como as muitas variedades de reconstrucionismo politeísta (Helênico, Nórdico, etc). Nesse sentido, alguns reconstrucionistas rejeitam o termo "neopagão", porque pretendem criar uma abordagem historicamente orientada para além do neopaganismo mais eclético e geral.

A maior parte das religiões neopagãs são tentativas de reconstrução, ressurgimento ou - mais comumente - adaptação de antigas religiões pagãs, principalmente as da antigüidade pré-cristã européia, mas não restritas a estas, sem perder de vista as experiências e as necessidades apresentadas pelo mundo contemporâneo. Alguns neopagãos enfatizam sua conexão com formas antigas do paganismo , em uma forma de continuidade histórica marginal (à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade no Ocidente , a cristã).

O neopaganismo é um termo referente às diversas formas de religiosidade que têm como lugar comum o encontro com o divino através da natureza .

Suas práticas envolvem a magia natural e a magia cerimonial, como também a busca da evolução através das terapias holísticas atuais.

O que é Paganismo?

Paganismo



A palavra Paganismo deriva do latin paganus, que literalmente, que dizer, morador do campo, camponês ou aldeão. Esse termo é usado para se referir a diversas religiões dos antigos camponeses da Europa chamados de pagãos, pelos romanos e que até hoje, é usado equivocadamente para identificar todo e aquele que não é cristão ou não foi batizado através dos preceitos comuns da igreja católica. Apesar das diversas definições sobre o paganismo, é importante ressaltar que todo pagão é politeista e respeita todas as formas de vida, assim como a própria natureza, que lhes é sagrada, tirando partido dela sem que assim venha destruí-la

Os praticantes do paganismo, buscavam a comunhão com os deuses, através do culto, conexão e busca constante da infinita e harmônica sabedoria da natureza. Eles não eram ateus e muito menos cultuavam o diabo, que aliás, é uma figura existente apenas no meio cristão, criada para dominar as pessoas através do medo e da culpa.

Como dependiam o cultivo da terra para sua sobrevivência, seu calendário de festividades ligavam o homem aos ciclos naturais da terra e as mudanças das estações, celebravam as colheitas, com mitos envolvendo cada lugar ou cultura. Cada ciclo refletia diretamente toda a sua influência sobre eles e a partir deste principio, passavam a vivenciar e a compreender melhor essas mudanças, além de todos os ciclos lunares. E seus cotidiano não estava desvinculado de sua religiosidade.

Hoje em dia existem muitas religiões que se intitulan como seguidoras do neopaganismo, e são tentativas de reconstrução ou ressurgimento das religiões pagãs, principalmente as da antigüidade pré-cristã européia. Alguns neopagãos enfatizam sua conexão com formas antigas de Paganismo, numa forma de continuidade marginal (à margem da religião que se auto-afirmava como única verdade, a cristã).

Para que tal diferenciação seja bem clara, muitos autores e pesquisadores optam por utilizar o termo neo-pagão, ou seja, os novos pagãos - aqueles que seguem tradições filosófico-espirituais inspiradas nos ensinamentos e valores das Antigas Religiões. Dentre estas correntes neo-pagãs, sem dúvida duas ganham destaque: a Wicca e o Neodruidismo.

O que é Wicca?

Wicca



A Wicca é uma religião iniciatica e pode ser praticada de forma tradicional quanto de forma solitária. Nas formas tradicionais, os praticantes avançam através dos graus de iniciação da religião e geralmente trabalham em covens. Quando esses praticantes passam pelo ritual de iniciação na religião, ao se apresentarem aos Deuses, se apresentam com o nome dito "mágico" que será de conhecimento dele mesmo e dos Deuses. A iniciação da Wicca corresponde ao mesmo tempo ao sacerdócio. Ou seja, todo wiccano iniciado é considerado um sacerdote ou sacerdotisa, podendo assim realizar e dirigir rituais.

Há também um grande número de pessoas que praticam sozinhas, celebrando os ritos sozinhos e/ou em grupo formado por outros praticantes solitários.

Uma outra característica na Wicca é a celebração de festivais sazonais conhecidos como Sabbats, dos quais ocorrem, normalmente, oito vezes por ano e a celebração de festivais de mudança das luas cheias, que são conhecidos como Esbats.




A Wicca é também uma religião tipicamente duoteísta, que tem como figuras centrais, uma Deusa e um Deus, que são vistos tradicionalmente como a Mãe tríplice e o Deus Cornífero. Todas as formas de Wicca cultuam A Deusa e O Deus, variando o grau de importância dado ao culto de cada um deles, pois apesar de existirem tradições que cultuam a Deusa com maior ênfase, o culto aos dois com igual dedicação é um ponto forte e mais presente nas crenças da religião devido ao trabalho com equilibrio entre os Gêneros Divinos, feminino e masculino.

As crenças Wicca variam muito entre as diferentes tradições. No entanto, existem vários pontos em comum entre esses diferentes grupos, que geralmente incluem pontos de vista sobre teologia, vida após a morte, magia e moralidade .

Ela envolve a prática ritual da magia, em grande parte influênciada pela magia cerimônial dos séculos passados, geralmente em conjunto com um código de moralidade liberal conhecido como o Wiccan Rede, embora isso não seja respeitado por todos os seguidores e praticantes.

Vale lembrar que embora sejam algumas vezes usadas como sinonimo, Wicca e bruxaria são conceitos diferentes. (Veja História da Wicca), e também não devemos confundir a Wicca com o neopaganismo, uma vez que a Wicca é apenas uma das expressões do neopaganismo.

História da Wicca

A Wicca foi popularizada em meados da década de 1950 pelo funcionário público inglês aposentado Gerald B. Gardner.

Gardner acreditava que as práticas da Bruxaria, estavam se perdendo com o tempo e resolveu "dar uma nova roupagem" as práticas dando o nome de de culto as bruxas" e "bruxaria" e a partir da década de 1960 o nome da religião foi normalizada para "Wicca", ninguem sabe ao certo de onde veio esse nome, mas muitos acreditam que tenha vindo do inglês arcaico, Wicce, que significa "Girar, Moldar..." e relativa da raiz germânica de "wit", que quer dizer "saber" ou "sabedoria".

Como naquela época não havia uma referência concreta e unificada sobre a Bruxaria, pelo qual poderia se basear com segurança, portanto Gardner adicionou então, tudo que achava relevante, de diversas religiões e crenças do mundo todo (Magia Cerimonial, Marçonaria, Thelema...), sendo muito criticado e acusado de deturpar a Bruxaria.

Mesmo assim, quando as últimas leis anti-bruxaria foram revogadas na inglaterra, Gardner lançou seus dois livros, o "Bruxaria Hoje" (Witchcraft Today, 1954) e "O Significado da Bruxaria" (The Meaning Of Witchcraft, 1957). E desde então tornando não só uma religião conhecida, mas também uma religião reconhecida e praticada por milhares de pessoas em todo o mundo, acreditam-se que sejam aproximadamente 12 milhões de seguidores espalhados pelo planeta.

O que é Bruxaria?


Bruxaria



Se levarmos em conta o uso adequado da língua portuguesa, a palavra Bruxaria, designa, os atos e as pretensas faculdades sobrenaturais que determinada pessoa, que geralmente utiliza ritos mágicos, com intenções boas ou más, daí o nome de Magia negra e Magia Branca.

Contudo, para os Bruxos, a Bruxaria, não se passa de uma forma de vida, e esta é encarada como o culto à Deusa e ao Deus. Ela, é caracterizada pela liberdade de pensamento e de vertentes de características bastante distintas, mas, entre elas existem muitos elementos em comuns que podem ser apresentados.

A Bruxaria é uma prática pagã, quando dizemos isto, estamos nos referindo a verdadeira identidade do termo, este vem do Latin, Paganus, que significa, "Morador do Campo". Pagãos eram os povos que celebravam as colheitas e veneravam o sol e a lua, desse modo, pagão seria equivalente a "caipira", e indicava alguém com crenças "atrasadas", ou seja, ligado aos antigos deuses. Muitas das práticas pagãs eram vistas como crendices ou adoração ao demônio. Mas isto não se passava de mais uma das designações que a igreja colocava.

O Paganismo seria, então, o modo de viver dos povos pagãos, lembrando que usamos o termo pagão para classificar toda e qualquer pessoa que celebre a Natureza e seus ciclos. A Bruxaria é apenas uma das inúmeras vertentes pagãs. Temos também o Druidismo, o Xamanismo etc. Além disso, toda a natureza está sempre cantando para nós, revelando seus segredos. Os Bruxos ouvem a Terra. Eles não ignoram as lições que ela está desesperadamente nos tentando ensinar. Quando perdemos contato com nosso amado planta, perdemos o contato com o Divino. Muitos dos povos Pagãos eram politeístas, atribuindo aos deuses, faces da Natureza com que conviviam. Assim, havia o deus do Sol, a deusa da Lua. o deus da caça, a deusa da fertilidade, etc. Foram Pagãos os povos Gregos, Romanos e Celtas, por exemplo. Uma característica muito marcante da religião Pagã é a existência de deuses e deusas, às vezes com igual poder, e muitas vezes tendo-se a figura feminina como dominante. O feminino está associado à Lua, à Terra geradora do fruto, do sustento. Isto se deu quando, no início dos tempos, o Homem não compreendia que o ventre da mulher crescia, de acordo com a Lua que também crescia magnífica no céu, e depois minguava, trazia à Terra o fruto de sua gestação. No momento em que o homem se deu conta de sua participação no ato da criação, iniciou-se a valorização do aspecto masculino, pois, afinal, sem a união destas duas energias não haveria criação! O masculino está relacionado ao Sol, à virilidade à força de ação. O homem é o Deus, é Apolo, é Cernunnos, é Dionísio, é Osíris, é Pã, é o Deus com Galhos ou Chifres, o Consorte.

Em diversas tradições de diversas partes do mundo e em diferentes épocas, encontramos a Bruxaria, acredita-se que desde a pré-história já se utilizava da Bruxaria como forma de vida. Desde os primórdios da Humanidade, o Homem temeu o poder do ar, da água, da terra e do fogo. Trovões, chuvas, vendavais, o mistério do fogo e da fertilidade da terra eram forças inexplicáveis que provinham de "deuses", de uma força além do alcance do Homem. O Homem integrou-se à Natureza. Precisou caçar, plantar, procriar. Entendeu que havia épocas de frio, de calor, em outras a semente germinava e o fruto amadurecia. O sol trazia calor, os ciclos da lua refletiam-se na Mulher. Do mistério do desconhecido e das forças da Natureza influenciando a vida dos homens surgiram as crenças em algo que transcendia a própria existência, na interação entre o Homem e algo muito maior.

A Bruxaria é uma filosofia ecológica e de harmonização interior. Quando se é Bruxo, não se está preso a preceitos religiosos, cada um é livre para escolher sua forma de fé, acreditar em deidades. O que é procurado dentro dessa filosofia e o resgate da nossa essência, e em muitos momentos os costumes primitivos. 

Com os adventos religiosos ocorridos na Idade Média, a imagem dos Deuses pagãos foi relacionada ao Diabo como forma de dissipar as tão impregnadas crenças pagãs. Muitos elementos atribuídos à bruxaria foram criações da Igreja Católica que, com o fim do feudalismo e as convulsões sociais decorrentes, via sua hegemonia ameaçada. Assim, o Santo Ofício (Inquisição) tinha como meta resguardar a fé, ou melhor, o domínio da Igreja.

Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus. Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitas de nós permanecêssemos no anonimato para resguardarmos nossa vidas e nossa famílias. Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu.

Em 1951 quando a última das leis contra a Bruxaria foi revogada, Gerald Gardner saiu das sombras e defendeu as posições de Margaret Murray, declarando que a Bruxaria tinha sido a religião dos antigos europeus e que continuava a ser uma religião verdadeira para muitas pessoas e que teria sobrevivido através de anos sucessivos de supressão sob o nome de Wicca.

De lá para cá o movimento Pagão cresceu substancialmente e muitos Bruxos que tinham sido instruídos por suas famílias durante décadas, decidiram sair das brumas e se tornarem visíveis e assim em pleno século XX ressurge uma religião que busca celebrar novamente a natureza, os Deuses Antigos e que busca inspiração nos seus ritos no culto à Deusa e ao Deus.